O ecossistema de startups é um assunto recorrente. Sempre há alguém falando a respeito ou perguntando para saber mais sobre o assunto. As vezes, vemos pessoas questionando o tal do ecossistema e até o apelidando de egossistema. Enquanto essas indagações ocorrem, há alguns astutos tentando dominar esse tal de ecossistema e exercer algum tipo de “governo” sobre ele. E como se isso não fosse suficiente, também há aqueles que querem construir uma comunidade apenas para poder chamá-la de sua. Coisa doida, não é mesmo?
Mesmo assim, o tema é recorrente porque esse tal de ecossistema é um negócio realmente importante. Mas, o que é um Ecossistema de Startups, afinal? De onde vem? Como se reproduz? Se alimenta de que?
Bem, gastei algumas semanas apenas para levantar alguns dos principais pontos que podem, em definitivo, ajudar e explicar o que é uma comunidade de startups, o que ele precisa ter e como contribuir para que ele exista na prática. Mas antes, gostaria de compartilhar alguns números que coletei sobre este tema no grupo SUP BRA no Facebook. Ele nos ajuda e dá algum direcionamento sobre o que os empreendedores enxergam a respeito do assunto:

Fonte: Grupo do Facebook SUP BRA
Fonte: Grupo do Facebook SUP BRA

Como podemos ver, uma comunidade empreendedora é claramente composto por vários agentes diferentes. E, gostaria de destacar os que considero mais importantes neste artigo. Concordando com meus amigos do SUP BRA, vemos que colaboração, networking e eventos, mão de obra qualificada e capacitação, ciclos completos e investimentos são os pontos mais lembrados pelos empreendedores, que também são um dos agentes mais importantes dessa complexa equação. Eu acrescentaria mais alguns, mesmo que um pouco polêmicos, como Governo e Infraestrutura/Cidade:
Um lugar para existir: cidade e infraestrutura
Avenida Beiramar, Florianópolis
Avenida Beiramar, Florianópolis

Bem, pode parecer bastante óbvio, mas para existir um comunidade saudável é necessário haver um lugar. Quando digo lugar, não é uma associação, uma ong ou nada parecido. Me refiro a uma cidade ou região.

Um ecossistema de startups para ser exitoso, necessita um lugar fértil para habitar. Clarice Lispector

Uma cidade de menor porte quase sempre sai ganhando quando a mesma possui a infraestrutura mínima para se desenvolver startups. Cidades menores são mais aconchegantes, costumam ser mais hospitaleiras, o custo de vida é mais baixo e as pessoas tendem a ser mais amigáveis. Por esse lado, uma cidade com menor dimensão pode ter um encaixe melhor para o desenvolvimento de um ecossistema de startups.
Alguns pontos parecem “bobos”, mas são bastante relevantes e contribuem muito. Uma cidade arborizada, limpa, com boas praças, melhor qualidade de vida, com trânsito menos caótico e clima ameno pode ajudar bastante na retenção de talentos além de entregar um ambiente mais propício para o desenvolvimento de inovação. Cidades estressantes fazem pessoas estressadas. E pessoas estressadas, em geral, produzem menos, são mais infelizes e acabam menos criativas ou inspiradas no médio e longo prazo.
Em outras palavras, isso parece um pouco com pescar. Um ambiente propício para a prática da pesca é aquele com pouco barulho. Muito barulho (distrações) fazem com que os peixes se assustem e fujam. Ou seja, para atrair um peixe, não basta uma boa isca. É preciso fazer silêncio, diminuir a luminosidade, agitar menos a água. Bem, o que eu tentei dizer de forma bem pobre é que mesmo que o salário, por exemplo, pareça mais atrativo, muitas vezes o preço (não em dinheiro, mas sim o desgaste mental e físico) de viver num ambiente constantemente conturbado não vale a pena no médio e longo prazo.
Isso não significa que grandes centros não funcionam. Obviamente, megalópoles possuem grandes vantagens. Há muito mais clientes, muitas vezes o ambiente é mais profissional e as chances de se fazer negócios acabam sendo consideravelmente multiplicadas. E isso não é de se jogar fora. Muito pelo contrário. Várias megalópoles oferecem “redutos” que, quando bem explorados, é possível desenvolver um ambiente propício para uma comunidade.
Dentro do tema cidades, ao menos dois exemplos chamam atenção: Florianópolis e Belo Horizonte. Ambas cidades vem se mostrando profundamente capazes de abrigar uma comunidade de startups. Obviamente, consigo falar com mais propriedade de Belo Horizonte, afinal sou natural dela. Assim, uma cidade com menos de 3 milhões de habitantes, bastante arborizada, muitas universidades, custo de vida relativamente baixo se comparado com o eixo Rio-São Paulo, entre outros pontos. Isso contribui para um melhor ambiente para empreender e o tempo vem comprovando isso com os crescentes cases de sucesso, começando com Akwan, adquirida pelo Google, o próprio escritório do Google em BH, a “falecida” Via6 (progenitora de vários empreendedores consolidados em BH), Take.net, Rock Content, Méliuz, Hotmart, Zahpee, Dito, entre várias outras (sério, são várias mesmo, clique aqui e veja).
Pessoas capacitadas, compartilhamento do conhecimento e bons eventos

Universidade Federal de Minas Gerais
Universidade Federal de Minas Gerais

No final das contas, tudo acaba se resumindo às pessoas, afinal são elas que fazem as coisas acontecerem. Podemos negar até a morte, mas boas escolas e boas faculdades fazem toda diferença. Ok, você não acredita mais nesse modelo de educação. Mas ele não é 100% inútil, tanto que você só está lendo agora porque a escola te ensinou. As instituições de ensino possuem bastante proveito e sua existência no formato que conhecemos mostra o quanto este modelo foi e ainda é um caminho importante para o conhecimento. Falar em desconstrução da escola, inclusive, é conversa fiada. Pois bem, cidades que possuem boas escolas e faculdades possuem, por consequência, boa mão de obra.
Em Belo Horizonte, por exemplo, temos a UFMG e PUC com cursos na área de computação que são muito respeitados. Além delas, UEMG, Newton Paiva e UNI-BH possuem cursos de Design e Comunicação muito respeitados. Fora isso, há excelentes escolas de negócios, como IBMEC, FDC, FGV e outras. Isso sem contar as escolas (Cotemig, Cefet-MG e Polimig, por exemplo) que, no ensino médio, já fazem uma formação técnica dos alunos.
Ter boas faculdades não significa ter automaticamente exímios profissionais, mas é um importante fator que contribui para um ecossistema de startups.
Start Up Weekend Belo Horizonte
Start Up Weekend Belo Horizonte

Além da capacitação conhecida como formal, uma comunidade forte e saudável precisa de outros tipos de eventos: Startup Weekend, Next, Grind, Summit; meetups, hackathons, eventos de áreas específicas acontecendo dentro das próprias startups para o público são elementares. Esse conteúdo riquíssimo prepara novos empreendedores e novos colaboradores para as startups. Além disso, esses eventos contribuem muito para aguçar a criatividade, o entendimento do que é empreender na área de tecnologia e muito mais.
A soma e mescla dos agentes de educação só contribui para o fortalecimento de uma comunidade de empreendedores. Um exemplo interessante é a Estácio, que patrocina e leva iniciativas da Up Global a cidades onde há unidades da Estácio. De forma semelhante, o Sebrae MG vem levando eventos semelhantes a todo estado de Minas Gerais. A união de agentes potencializa os resultados e acaba contribuindo bastante com o ecossistema de startups como um todo.
Startups em todos os estágios possíveis: do zero ao sucesso
Imagem por start.co
Imagem por start.co

Empreendedores precisam fazer o seu “show”. Esse “show” NÃO é esse #mimimi infinito do Facebook. Não é vender livro de você no Vale (isso é um empreendimento tradicional, não uma startup) e não é sair na capa da revista. Essas coisas podem até acompanhar um CEO, mas é tão óbvio que isso só deveria acontecer como consequência do bom e duro trabalho que eu me espanto com os “papagaios de eventos de startup” que vivem de photobomb para seguirem vivos.
Mas então, qual é o grande “show” do empreendedor? FAZER SEU NEGÓCIO ACONTECER. Simples assim, sem muxoxos e sem enrolação. Empreendedor bom é empreendedor que coloca o resultado na mesa. Os empreendedores são os grandes líderes de um ecossistema. Jamais uma associação ou uma aceleradora será capaz de liderar um ecossistema. Mesmo que queiram, nunca terão a “autoridade” reconhecida para isso. Sempre serão os empreendedores. E, para que essa liderança seja devidamente reconhecida, é preciso mostrar resultados. Portanto, o primeiro e mais importante passo de um empreendedor é fazer seu negócio dar certo. Se não der certo, é começar de novo, e novamente e novamente até o resultado aparecer.
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Agora, um ponto extremamente importante é que alguns empreendedores, quando alcançam algum sucesso, acabam tropeçando no tamanho do seu ego 🙁 E isso é bem perigoso porque pode causar danos severos e de difícil reparo. A humildade e o “pé no chão” jamais podem abandonar um empreendedor. Digo isso porque ao menos estes dois elementos ajudam os empreendedores a se manterem inclusivos e abertos a outros empreendedores independentemente de já serem bem sucedidos ou não.
Uma comunidade de empreendedores precisa de empreendedores (!) FAZENDO startups em todos os estágios. Desde o mais incipiente (similar ao que vemos num Startup Weekend), passando por aquelas que já possuem MVP (produto mínimo viável), depois as que já estão com tração chegando até as que cresceram e servem hoje de exemplo para anteriores. Todos os estágios são importantes e, sendo bem sincero, todos precisaram ou precisarão começar em algum momento. Por isso, não menosprezar os que estão começando e não invejar ou pragejar os que já estão um pouco mais adiante faz muita diferença.
Por último, mas não menos importante, um empreendedor precisa ser um dos mais importantes contribuintes de uma comunidade. Compartilhar seu conhecimento, ajudar outros, contribuir. Um ecossistema de startups saudável é aquele que empreendedores estão dispostos a ajudar sem pedir nada em troca e também tem humildade para serem ajudados quando necessário. Todos nós temos muito a aprender, sempre. E, não importa o tamanho ou experiência, sempre temos algo de valor para compartilhar.
Máfia de startups ou a panelinha do bem
O Poderoso Chefão
O Poderoso Chefão

Um assunto polêmico, mas que faz toda diferença são os grupos. Ok, você vai chamar de panelinha. Mas é meio que isso mesmo. Comunidades precisam de grupos de pessoas que confiam umas nas outras e que estão dispostas a ajudar umas as outras com transparência e honestidade. Quanto maior uma comunidade, mais máfias de startups devem existir. E quanto mais máfias de startups, mais conexões e sucessos haverá. Portanto, não se preocupe em ver máfias de startups em um ecossistema. Preocupe-se em não estar em alguma.
Um bom exemplo de máfia de startups é o Startup Chile. Quando uma startup do programa debuta, todos os empreendedores de todas as gerações anteriores ajudam a testar e espalhar a novidade. A ajuda mútua é a contra-mão do que andam pregando por aí, mas é um dos pontos mais importantes.
Veja neste TEDx como uma Máfia de Startups pode ajudar no crescimento e consolidação de um ecossistema de startups:

Caso este TEDx e o exemplo do Startup Chile não tenha satisfeito suas dúvidas quanto a Máfia de Startups, sugiro a leitura de um artigo que a Business Insider publicou recentemente mostrando os 21 ex-funcionários da Apple mais bem sucedidos e o que eles criaram. Dentre eles, vemos os fundadores da Nest, comprada pelo Google, Path, Android (sim, o próprio), EA Games, Salesforce, LinkedIn e vários outros. Olhando por esse lado, parece fazer muito mais sentido, não é mesmo?
Ciclo de consumo: compre de startups e venda para elas
TV CCE de 20"
TV CCE de 20″

Startups precisam ter seu produto consumido. Por isso, o preconceito CCE (não comprar produtos nacionais pelo medo de estragar na primeira semana) precisa morrer. Consumir e incentivar o consumo dos produtos e serviços das startups da sua comunidade e da sua máfia ajuda que essas startups deem seu primeiro e vital impulso rumo a sobrevivência e, quem sabe, ao crescimento e sucesso.
Se o produto não performar ou for ruim, fale abertamente com os fundadores para que eles adquiram resiliência e cresçam com os feedbacks, além de terem a chance de melhorarem seus produtos.
Um bom exemplo disso é ver várias startups consumindo produtos como Rock Content e Contentools, RD Station, Conta Azul, Beved, Sympla, Iugu, Moip, Pagar.meRunrun.it, Méliuz, Hotmart, entre vários outros produtos. Quanto mais perdermos o medo de testar e consumir pra valer os produtos de outras startups, melhor, afinal estaremos desenvolvendo uma cultura importante de consumo de produtos uns dos outros, o que é excelente para todos nós.
Um aspecto bem interessante sobre consumo também é ser pró-ativo e convidar empreendedores para testarem seu produto e comentarem a respeito. Um saudoso amigo, Bernardo Porto, fazia isso com frequência: Ele comprava alguns salgados, refrigerante e convidava alguns amigos para darem feedbacks sinceros sobre seu produto. Eram noites bastante produtivas e com muito aprendizado. Com certeza é uma excelente prática que precisa ser replicada com maior periodicidade pelos empreendedores.
Existe investimento quando realmente existe um bom produto/serviço
Tech Crunch Disrupt NY 2014
Tech Crunch Disrupt NY 2014

No Brasil temos muitos empreendedores que não empreendem. Isso gera o clássico investidor que não investe. Para termos mais investimentos, é necessário haver produtos melhores. NÃO seja um cego tolo. Seu negócio pode parecer bacana e escalável para você, mas muitas vezes só será para você e mais ninguém.
Por outro lado, há investidores excessivamente medrosos, o que faz com que o timing de investir em alguns negócios seja perdido. Isso também é um problema que precisa ser contornado. Assim, um ecossistema forte é aquele que possui investimentos diversos em todos os estágios possíveis, desde um investimento anjoseed a um series a.
As vezes, ficamos muito presos em nosso universo, mas o Deal Book (criado por Diego Gomes e Luciano Tavares) mostra que sim, os investidores estão ralando e investindo. Somente nos primeiros cinco meses de 2015, foram cerca de 50 investimentos em segmentos diversos (isso, não foi só em e-commerce) por todo o Brasil. Dentre essas 50, temos Agendor, Trakto Pro, Rock Content, Scup(exit), Movile, EzLike(exit), Netshoes, entre outras (viu que lista heterogênea?). Talvez, falte um pouco de relacionamento dos empreendedores com investidores e vice-versa. Enviar updates para investidores e pedir feedbacks sinceros já são passos bastante interessantes que podem ajudar muito nessa aproximação.
Não menos importante que investimento, é necessário haver saídas. Saídas são um sinal do tamanho de uma melancia na cabeça para o mercado. Isso mantém os ciclos bem aquecidos e com olhar constante dos investidores em busca de mais saídas de sucesso. Se os ciclos não entregarem saídas, os investidores ficam mais receosos (agem com muito mais cautela) e o dominó reverso entre em ação. E isso não é nada bom.
Governo: muito ajuda quem não atrapalha
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, durante entrevista à imprensa em sua residência, no bairro de Lago Sul.
A Presidente da República, Dilma Rousseff

Esse aqui é um bicho complicado. A função mais importante de um governo é… governar. Um governo que funciona é aquele que desburocratiza a vida das pessoas, investe em infraestrutura e deixa a cidade/estado apto para receber investimentos e atenção de empreendedores. Na minha opinião, programas de aceleração, editais, podem até existir. Mas não é, em definitivo, o principal papel do governo.
Digo isso não porque as iniciativas não tenham valor. Elas tem. Basta vermos o passado do SEED. Um programa excelente de aceleração que em menos de um ano se tornou referência na América Latina. O programa, após duas rodadas, foi congelado porque houve uma mudança de governo no estado de Minas Gerais. Por isso, contar com o governo nesse sentido é tiro no pé na certa. O papel certo de um governo é, como disse,  tirar os entraves burocráticos da frente, trabalhar em infraestrutura, avançar na educação, etc.
Um exemplo interessante é o de Nova York. Lá, o governo criou uma série de benefícios para startups se mudarem e estabelecerem por lá. Há vários benefícios. Gostaria de listar alguns:

  • 0% de imposto por 10 anos;
  • Acesso aos melhores talentos das melhores universidades de Nova York;
  • Infraestrutura moderna e avançada para dar suporte a qualquer inovação com facilidades para globalização.

A contra-partida também é bem interessante e contribui para melhorar o Karma da cidade. Veja que interessante:

  • Estabelecer um novo negócio em Nova York, um negócio existente ou uma expansão de um negócio já existente;
  • Estabelecer parcerias com escolas e universidades;
  • Criar novos empregos para contribuir com o desenvolvimento econômico da comunidade local.

Se você achou esses itens interessantes, veja o programa e todos os seus detalhes clicando aqui. Use um lencinho para não chorar de emoção 🙂
Conclusão: Falar – Fazer = Falar

Talk - Action = Talk
Talk – Action = Talk

Um ecossistema de startups é composto por vários agentes diferentes. É um conjunto enorme de pessoas e entidades diferentes, com mentalidades e focos diferentes. Isso simplesmente significa uma coisa: para que uma comunidade de startups exista e seja próspero, cada pessoa precisa sair da sua zona de conforto e fazer a sua parte. E é incrívelmente simples assim. Ao invés de ficar reclamando que o vizinho não faz, faça você a sua parte. Sem isso, o ecossistema jamais funcionará com saúde.
Finalmente, um ecossistema de startups se resume a isso: pessoas que fazem. Sugiro que você imprima um quadro semelhante dizendo “falar – fazer = falar e pendure no seu escritório. E só para lembrar que falar, falar e falar não adianta nada. Aos desacreditados ou aqueles que acham que nunca conseguirão, deixo a máxima que nos move:

Não sabendo que era impossível, foi lá e fez. Jean Cocteau ou Mark Twain

Alguns conteúdos extra, caso tenha interesse
No Terceiro Turno, eu e Diego (com gravação e edição da Zubb) falamos um pouco sobre comunidade de startups. Abordamos alguns outros aspectos diferentes, com opiniões diferentes também. Se você está interessado pelo assunto, recomendo dar o play e deixar a aba do browser pendurada no cantinho enquanto você segue trabalhando 😉

Este hangout de 1 hora com Brad Feld, autor do livro Startup Communities: Building an Entrepreneurial Ecosystem in Your City ajuda bastante a explicar cenários e características dessas comunidades de startups. É um excelente áudio. Se tiver tempo, ouça (está em inglês).

E aí, você acha que faltou alguma coisa? Discorda de algum ponto? Deixe seu comentário e ajude a enriquecer o tema 😉