O canto das startups: Saiba se você também foi enfeitiçado

Tempo de leitura: 13 minutos

A sereia é um ser mitológico. Alguns afirmam que é um ser metade mulher, metade peixe (ou pássaro). Ainda segundo a mitologia, afirma-se que a sereia (no caso a metade peixe) é um ser que habita os mares e, ao avistar um navio, canta de forma doce e bela para atrair essa tripulação para perto dela. A tripulação, segundo a mitologia, ao ouvir o canto da sereia, fica enfeitiçado e, neste momento, a sereia ataca. Ou seja, ela direciona o navio ou barco para rochedos, fazendo com que o mesmo naufrague.

O que são startups senão um grande mito da juventude moderna? Assim como o canto da sereia que encanta, engana e mata pescadores, a hype startups vem praticando um show de horrores com pessoas que acabam seduzidas pelo “canto das startups”.

De forma seca, dura e sem anestesia, farei algumas importantes observações sobre pontos chave contidos no canto das startups para que fiquemos vacinados e não sejamos enfeitiçados por este veneno perigosíssimo capaz de nos levar para o abismo. Por isso, após completar a leitura, faça o bom exercício de ruminar e refletir para equilibrar esses pontos com sua experiência.

ATENÇÃO: Nada é mais perigoso que um homem honesto (E este é o único perigo de cada linha que eu escrevi a seguir 😉 ).

Salvatore Maroni

O canto dos eventos

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Quem nunca caiu no canto dos eventos de startups? Achamos que o evento X ou o vento Y vai fazer com que nossa idéia decole. Pior, achamos que vamos encontrar “aquele” tão sonhado investidor que fará nosso negócio finalmente dar certo.

O canto dos eventos nos seduz apenas pelo simples fato de recebermos 5 minutos de fama ao subir num palco para apresentar nosso negócio. Na nossa mente, já corrompida por frases motivacionais que nos instruem pelo Instagram a equivocadamente “buscar nossos sonhos”, a “não ouvir o conselho dos outros, mas ouvir nosso coração”, “uma idéia não vale nada, o que vale é a execução” entre outras clássicas groselhas, fazem com que saiamos do palco achando que somos o novo Steve Jobs que acabou de apresentar para o mundo o iPod ou o iPhone.

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Outra face que o canto dos eventos possui é o famigerado convite para ser mentor de algum evento. Pronto, nosso peito de pombo se estufa e agora passamos a acreditar que somos o Bill Gates para dar conselhos, direcionar negócios, estabelecer modelos de negócio/receita, etc. MIL VEZES NÃO!! Primeiro você precisa focar em fazer seu negócio acontecer, depois, em contribuir com os outros. Como você e eu vamos ajudar pessoas inexperientes se nós mesmos não estivermos na luta do dia-a-dia ganhando essa experiência para compartilhar?

Pior que o convite para ser mentor (no sentido do peito estufado), é o convite para palestrar. Ah, esse é fogo. Dá até briga. Quem não quer subir num palco, não é mesmo? Todo mundo quer um holofote para se iluminar. Mas eu afirmo categoricamente que isso é muitíssimo efêmero e, após alguns anos, você se arrependerá de quanto tempo você perdeu com sua família e para suas coisas por causa do sonho de estar num palco de frente para 100, 200 pessoas ouvirem o que você tem para dizer e, esquecerem, em 2 ou 3 dias o seu nome e o que você disse.

Eventos de startups servem para conhecer gente nova. Fazer novos contatos. Conversar com amigos que há tempos você não conversa. Trocar cartões e, muitas vezes, falar de outras coisas que não negócios. Claro, dá pra conversar sobre uma idéia, sobre o momento do seu negócio e afins, mas não vá achando que você vai sair de um meetup ou algo similar com um investidor, 3 novos sócios e 50 funcionários para o dia seguinte.

O canto do investimento

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Eu recebo muitas mensagens com a seguinte frase “tenho uma idéia, ela é sensacional, mas agora preciso de um investidor ou uma aceleradora para fazer ela sair do papel”. NÃO! Um investidor não é uma fada madrinha que fará seu sonho de empreender sair do papel. Sua “bunda gorda” na cadeira trabalhando horas e horas, seu telefone derretendo no seu ouvido de tanto fazer ligações e seus olhos secos de tanto olhar para uma tela de computador é que farão seu “sonho de empreender” sair do papel.

Você pode receber investimento? Sim. Isso vai ser legal? Talvez.

Tenha a consciência clara que, uma vez que um Investimento Anjo (uma grande lenda no Brasil que dizem que existe, mas é algo como 1 para cada 100 ou mais startups) ou um Investimento Semente ou qualquer outro ocorra, você terá mais pessoas a quem deverá prestar contas, mais pressão, mais responsabilidade, mais obrigação de fazer o negócio dar certo e muito, mas muito mais dores de cabeça por conta do seu “sonho de tirar sua idéia do papel”.

O cenário no país é completamente contrário a mentalidade de participar de um Startup Weekend (amo o SW, nada contra ele, por favor) e achar que já vai sair de lá com investimento. Atualmente, o Brasil possui a maior taxa de juros do mundo. Isso significa que até o investimento mais conservador é melhor que investir no arriscadíssimo mercado de startups.

Veja abaixo uma parte da palestra do Marcelo Sales no Minas Startup Week que elucida muito bem qual o cenário para as startups brasileiras nos próximos anos:

Portanto, se você realmente quer ter uma startup ou um negócio, não ache que vai ser estalar os dedos que vai aparecer um homem com uma mala de dólares. Empreender não é trabalhar em Brasília para que isso aconteça com alguma normalidade.

Agora, só para você ter uma idéia, para levantar grana no Brasil neste exato momento, várias startups quentes e competentes, empresas que possuem um faturamento bacana e verdadeiro são obrigadas a conversar com dezenas ou centenas de fundos para, talvez, conseguir alguma coisa. Isso toma tempo e foco. No mínimo, 3 meses. Levantar grana não é para qualquer um. Quem está podendo gastar ao menos 3 meses de foco total para fazer isso? Quem pode largar seu negócio para tentar levantar algum dinheiro durante um período tão longo? E mais, você tem a capacidade de conversar de igual pra igual com um investidor? Sabe falar de números, projeções, etc? Não aqueles contos de fada, falo de coisas reais mesmo. Pense sobre isso.

O canto da capa de revista

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Esse já pegou geral. O canto da capa de revista é sedutor demais. Quem não quer aparecer no Fantástico? E na PEGN? Ou na Exame, no Valor Econômico? Eu quero. Mas a que custo? Tem gente que defende que isso é Marketing. Eu te alerto: Isso é 100% vapor. Vai passar. E amanhã ninguém vai lembrar, te honrar ou te respeitar mais porque você tem 60 capas de revista.

Outra coisa importante. Se por acaso você apareça em algum pedaço de mídia alguma vez na vida, nunca minta. Isso fica gravado, cara! Googla aí sobre uma empresa que você desconfie. Você vai achar muita notícia. E pior, um caminhão de mentiras, números inventados para impressionar veiculados em portais de renome, como G1, Estadão, Folha, etc. Como os repórteres, as vezes, dominam pouco o tema ou não conferem direito os dados, aparecem essas anomalias. Por exemplo, eu vi uma empresa declarar que faturaria 120 milhões 1 anos após faturar 10 milhões (em outro jornal, disse 20 milhões ao invés de 120). É esse nível de absurdo que sai nas revistas. não faça isso. É óbvio que a empresa não faturou nem 20, nem 120 milhões. Não chegou a faturar nem metade do que anunciou. É mole?

Comparação entre uma startup que vive na mídia versus seu balanço oficial publicado. A mentira tem pernas cada vez mais curtas.

Eu sei que é tentador sair em capa de revista, mas eu te garanto: Isso muito dificilmente fará você ganhar novos clientes. No máximo, você vai ganhar uns likes no Facebook, uns corações no Instagram e uns nudes no Snapchat. Mas só. No dia seguinte, já tem outra pessoa na capa da revista recebendo as mesmas coisas e assim por diante. Por isso, concentre suas energias em fazer seu negócio acontecer e não em sair em revistas ou jornais.

Ainda sobre eventos e capas de revista, não se esqueça: Tocar seu negócio é mil vezes mais importante que ser mentor de eventos de final de semana. Faturar é dez mil vezes mais importante que ficar dando palestra. Parar seu negócio de pé, no azul, é cem mil vezes mais vital que ficar cavando notinhas em revistas e jornais. Essas coisas são vapor. Amanhã, ninguém vai lembrar. Enquanto isso, sua empresa definha porque você deu atenção para as coisas erradas, ou seja, seu ego e sua vontade de estar em um pedestal, numa foto no Instagram. Não faça isso. 

O canto do empreendedor de sucesso

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Se uma revista diz que “Fulano” é o “Nome Famoso” brasileiro, todo mundo acredita. Mas, cara, você checou a informação? Será que o balanço da S/A que ele é CEO realmente confirma o que está sendo dito no jornal? Pois é. Somos muito passivos e manipuláveis. Achamos que ser um empreendedor de sucesso é:

  1. Receber investimento;
  2. Palestrar em eventos;
  3. Sair todo mês em alguma revista ou jornal.

Mas isso não passa nem longe do que realmente é ser um empreendedor de sucesso. Lembre-se e guarde no coração essa mensagem: Quem está vivendo de aparência vai dançar. Não se vive de vapor, mentiras e distorções pra sempre. Por isso, se você anda por este caminho torto, volte algumas casas do jogo da vida e endireite sua jornada. Sério. Eu conheço alguns casos que estão começando a “brotar” e que não vai ser nada bonito de se ver, infelizmente. E olha, o problema não está sequer na mentira, porque isso é um problema do mentiroso e da sua empresa. O caos fica para os empreendedores de verdade que acabam colhendo o descrédito plantado por quem diz inverdades em público. Desconstruir essa mentalidade é vital. Pavimentar o caminho da honestidade e transparência precisa ser maior e mais forte para nós. E isso significa parar com o “rabo preso”, viu? Se liberte desse tipo de gente antes que você se torne igual.

Você é a média das 5 pessoas com as quais você mais convive. — Jim Rohn #FicaDica S2

Se você convive muito com quem mente pra mídia, você vai acabar mentindo um dia. Se você convive com pessoas que vivem de evento em evento, você vai acabar vivendo de evento em evento. Se seu convívio é com pessoas que focam pouco em executar seu negócio, você vai executar o seu negócio pelas metades. #Fato Para preservação da sua vida, não siga o mesmo caminho. Afaste-se de quem é assim. É melhor ser um empreendedor indigente (desconhecido) que faz o seu, volta pra casa tranquilo e dorme em paz que se tornar um monstro para segurar sua imagem na mídia, nos eventos e diante dos seus investidores.

Cuidado! Empreender, meu caro, é enfiar o nariz no trabalho. É ralar até o seu olho afundar na cara. Não tem refresco não. A única coisa que vai sustentar seu negócio e o “sucesso” dele se chama faturamento (e ou lucro). Se você não tem isso, não terá revista ou palestra que te sustentará por muito tempo. Por isso, muito cuidado para não cair no feitiço do “empreendedor de sucesso”.

Empreendedor de sucesso é aquele que tem seu negócio no azul, paga em dia, tem tempo com sua família, possui um negócio que para em pé. Se por acaso esse cara aparece numa revista, tanto faz para ele, afinal ele sabe o que realmente é necessário para fazer um negócio acontecer e, definitivamente, aparecer na mídia e em eventos não faz parte deste processo.

Conclusão

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O termo startup é rodeado de folclores, vapor, inflações e toda sorte de coisas parecidas. Fuja disso com todas as suas forças. E, obviamente, a melhor forma de fugir disso é trabalhar pra valer e cuidar da sua vida.

É ridiculamente óbvio que, em situações específicas, vale demais aparecer na revista. Ou dar uma palestra. Enfim, tudo está atrelado ao momento do seu negócio e ao propósito pelo qual você faz isso. E, claramente, o objetivo aqui é tirar essa capa majestosa de falsidade que cerca a hype startup para que o ponto mais alto, ou seja, o ponto mais importante que é trabalhar e fazer o negócio dar certo seja o foco principal dos empreendedores.

Não perca tempo alimentando seu ego (vulgarmente confundido com “seu sonho”). Gaste seu tempo fazendo aquilo que dá resultado e que de fato gera um impacto positivo e mensurável. Alcançar qualquer objetivo exige, invariavelmente, muito trabalho e esforço. Ser um “arroz de festa” não é trabalhar e se esforçar, mas é perder o foco. Ou seja, é quase que ser aquele jumetinho correndo atrás da cenoura presa num graveto: Você vê a cenoura, sente o cheiro dela, admira as cores e até imagina seu sabor. Mas nesse perto longe que te enfeitiça, seduz e engana, finalmente você nunca consegue alcançá-la.

Foque nas coisas certas e fuja dos feitiços que orbitam as startups. Caso contrário, você será seduzido a levar seu “barco” para o naufrágio e só se dará conta quando estiver boiando em alto mar com os destroços da sua embarcação.

Para finalizar, deixo alguns “tópicos” que tem me marcado nesse aprendizado:

  • Aprenda a vender e siga aprimorando essa habilidade;
  • Seja Low Profile;
  • Fuja da hype de startups;
  • Foque em fazer seu negócio dar certo;
  • Não viva de eventos e revistas, mas do faturamento da sua empresa;
  • Compartilhe, contribua, mentore, faça Startup Weekends (e semelhantes), mas não deixe isso te tirar do foco principal: fazer seu negócio dar certo.

Sobre Matt Montenegro

Matt Montenegro é fundador do Barba Ruiva, que funciona como um guarda-chuvas para o Beved, um mercado livre de cursos online, o Vida de Startup, este blog onde é escritor e criador e o Aio, um YouTube corporativo para base de conhecimento, comunicação interna e mini-treinamentos para empresas. Também é formado em Comunicação Social(Publicidade) na Newton Paiva, cursou a Pós-Graduação em Design de Interação na PUC e especialista em User Experience. É membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups da região metropolitana de Belo Horizonte.

  • saulo

    A startup é a versão moderna dos livros de auto-ajuda que incentivam a fazer o que vem no seu coração e ficar rico. Simples assim.

    • Por isso o perigo de mandar os outros “perseguirem seus sonhos”. Não é beeem assim não. Precisa-se mais responsabilidade.

  • Yuri Morais

    Parabéns Matt, excelente artigo! Essa reflexão veio em um ótimo momento, vemos muitos comprando e vendendo essa ideia falsa que startup é o atalho pro sucesso, fama e independência financeira. Não existem atalhos, não existe anjo que vai descer do céu e entregar milhões pra você porque sua ideia é muito boa. Empresas de sucesso levam anos de muito trabalho e dedicação para serem construídas. Prevejo uma geração frustrada por acreditar no sonho furado de se tornar o novo Mark Zuckerberg ou novo Steve Jobs. Espero que essas pessoas leiam esse artigo e possam refletir com mais clareza o caminho que estão seguindo e repensar os próximos passos pois essa glamourização das startups pode atrapalhar todo o ecossistema que está sendo construído.

    • E nós não precisamos eleger um “Steve Jobs” brasileiro. Eu quero que as pessoas sejam conhecidas pelo seu nome e seu trabalho, e não pela sombra de outro cidadão. Usar esses chavões tipo “fulando” é o “ciclano” brasileiro diminui o “fulano” e o faz caminhar à sombra do “ciclano” ao invés de andar sob seus próprios méritos.

      • William Lima

        Exatamente isso, muito boas palavras!

  • Daniel Almeida Chagas

    Excelente artigo! Aceite minhas palmas de pé! Startup não é para qualquer um, infelizmente. É tipo um novo sonho americano, só que vale para qualquer um! Quantas vezes fui a eventos, para sair frustrado com ideias tão xoxas que qualquer um conseguia questionar a ‘inovação’.
    O problema é que o sonho da startup é acalentador demais para a geração Y, e seu desejo de sucesso fácil e precoce.

    • Ao mesmo tempo, tenho acompanhado startups como Resultados Digitais e Hotmart que produzem eventos de altíssimo nível. Ou seja, quem está executando bem, com foco, está entregando muita qualidade e subindo a vara. Isso vai dar uma bela “regulada” no “mercado”.

  • Concordo com tudo! Mas só queria saber sua opinião sobre “ideias não valem nada, a execução sim” ser groselha. ;p

    Eu acho que isso é muito certo. Mesmo porque nesse mesmo canto das startups/sereias a gente vê centenas de milhares de ideias que são maravilhosas na cabeça das pessoas, mas são péssimas – ou “inexecutáveis” – na vida real, e ainda assim as pessoas tentam vender IDEIAS ao invés de produtos ou serviços.

    Resumindo, vemos um tantão de ideias recebendo investimentos pra serem sempre nada mais que ideias.

    Bom, mas isso foi eu dando minha opinião. ;p
    Agora quero a sua, por que você considera essa frase uma groselha?

    • Não adianta ter execução sem a inteligência de ter idéias, modelá-las, etc. A execução, obviamente, é super importante. Mas isso não faz, automaticamente, que a idéia seja um lixo insignificante 🙂 O exagero que é o erro, na minha perspectiva.

      • Matt, isso é frase de efeito de gente que quer vender livro. Apenas. Concordo com você, a ideia é tão importante quanto a execução. De que adianta executar uma ideia ruim? É só desperdício de tempo e dinheiro.

        • Lembrando a sutil diferença de falar que uma idéia não vale nada e dizer que o valor da idéia está diretamente relacionada a execução da mesma, que é o que Thomas Edison diz.

  • Pablo Senna

    Muito legal o Artigo, Matt. Você teve resultado em algum empreendimento? Ou você é jornalista?

    • @pablo_senna:disqus, tudo certo? Não sou jornalista, sou um empreendedor. Trabalho desde os 14 anos, empreendo desde os 16 para 17 quando vendia pizzas e balas na escola (http://bit.ly/baleiro-cotemig). Tive a oportunidade de trabalhar para grandes agências digitais de BH a partir de 2003 até 2009, quando tive meu primeiro contato com “startups”. Tive outros empreendimentos, como uma loja de camisetas chamada Superlatido, um copy-cat do Airbnb chamado MiCasaSuCasa e meus 2 empreendimentos atuais, o Beved, que já entregou quase R$ 1.500.000,00 em receita para professores e o Aio, um produto para empresas criado em 2015 que já atende mais de 30.000 colaboradores. Sou um pequeno empreendedor, 100% bootstrap (salvo a passagem pelo SEED em 2014), que está aprendendo muito com quem é low profile e focado, pois quem é assim é quem realmente tem negócios sólidos e estão executando de verdade.

  • Victor Maia Mignone

    Matt achei o artigo excelente e muito consistente com o que temos visto por aí no mercado. Já faz quase dois anos, logo quando iniciei com o SemSufoco, escrevi um artigo falando sobre outro mito que acredito que poderia ter sido citado. O mito dos ninjas, não é muito divulgado, mas vejo diariamente muitos empreendedores acreditarem que os melhores técnicos (logo os mais caros) serão a melhor composição para sua equipe. Enfim, gostaria de saber sua opinião sobre o assunto e aproveito para deixar o link do artigo:http://bit.ly/1XsTcpv

    • Gostei, achei interessante seu artigo, parabéns. Tentei acessar o SemSufoco, mas não consegui.

      • Victor Maia Mignone

        Estamos com um problema na hospedagem. Tivemos que voltar e analisar alguns pontos da ideia, ainda não voltamos com o material todo para o ar. Aquele bate papo de 20 minutos via skype ainda pode ser marcado? rsrs

        • Volta em janeiro 😉

          • Victor Maia Mignone

            Show de bola, quando voltar quero marcar um contigo! 😀

          • Gostei do teu texto, Victor

          • Victor Maia Mignone

            Muito obrigado!

  • Arthur Figueiredo

    Gustavo Caetano o Zuckerberg brasileiro ou Davi Braga o menino empreendedor que fatura 500 mil por mês…. Startup que em 30 dias alcançou a marca de 10 milhões de faturamento, entre dezenas de outros empreendedors e histórinhas….

    Eu sempre questiono essas notícias, o problema é que o Brasileiro não tem esse hábito, eles acreditam em tudo que sai na mídia, ai quando o cara vai para o campo de batalha, corre grande risco de se frustrar com seu negocio que não ficou bilionário em 2 anos…

    Parabéns pelo excelente artigo!

    • @disqus_q6ZUL2FYPF:disqus, vi hoje no Facebook um post compartilhado dizendo que “empreendedor x”, palestrou para “líderes das maiores empresas de tecnologia do mundo” e “é amigo” do CEO global de uma das maiores empresas de TI do mundo. É isso mesmo que você leu. O tagline do camarada é “amigo de ciclano”. Virou piada pronta, obviamente. Imagine você se apresentando num local: “Oi, eu sou fulano, amigo do Elon Musk…” É pra enfiar a cabeça debaixo da terra mesmo.

  • Rafael Oliveira

    Matt, uma observação. Não te considero Low Profile, acho que você é bem conhecido no “mundo dos startupeiros”. E acho que ser Low Profile demais (que é o caso meu e da minha equipe) é mais um defeito que uma qualidade.

    Acredito que exista um meio termo, é bom você aparecer e ser conhecido, mas o foco, claro, deve ser produzir, e não aparecer.

    • Ser Low Profile é ser menos fumaça e mais fogo. É uma ilustração pobre, mas resume o que significa.

  • Gino

    uns nudes no snapchat foi foda kkkkkkk, quebrou toda minha leitura… tive que vir aqui comentar a piada… boa Matt!

    • Gino

      Agora finalizada leitura venho novamente mandar um boa Matt! Mais um excelente artigo, abraço.

  • Já é, belo texto!
    Tive uma ideia. Pesquisei na internet e descobri que ela é a startup Carrinho em Casa em execução. Porém, quando fui observar os dados, principalmente da Exame (que sempre posta esses textos cheio de coisas bonitas, mas não bate os dados) e do Brasil Supermercado Online, não bateram entre si. Um exemplo: a Exame fala que 1800 pessoas já usaram a plataforma e o faturamento MENSAL gira em 120 mil. Porém, como cobram 10 reis pelo frete, a empresa deveria ter faturado até agora 18 mil, não batendo os dados. Não sei se foi erro do jornalista.
    O que você acha disso?

  • Fernando

    De longe, o melhor texto do site. Incrível, cara. 🙂