Desde 2008, fico imaginando qual é o ponto onde separamos empresas de startups. Pensei, imaginei, teorizei. Vivi. Cheguei a conclusão que não tem diferença. Na informalidade ou na formalidade, faturando ou não, uma startup é “apenas” uma empresa.
As vezes, quando vejo um fundador matar sua startup porque não foi selecionado por uma aceleradora ou porque não recebeu investimento, fico pensando na papelaria da esquina – sério! – ou no self-service, na padaria, no cabeleireiro e em tantos outros estabelecimentos, comércios e serviços que começaram do zero, sem nada, sem seed money, sem VC, sem aceleração. Só com o braço e com o suor.
Penso no meu pai, que começou com um sacolão, depois uma espécie de depósito, uma loja e tintas e hoje uma fábrica de texturas. Desafios atrás de desafios. Não existiu Start-Up Brasil nem series A para ele. Existiu e seguem existindo duplicatas, funcionários, despesas, controle de estoque, caixa, etc.
Os desafios de um fundador são, na minha opinião, muito mais próximos de um empreendedor ordinário(do dia-a-dia) que de o folclórico hall da fama com Zuckinho, Tio Jobs e o Bill Portões. Temos muito que aprender com o dono da papelaria que tem seu negócio firme e forte há 20 anos, ali perto da sua casa.
Bobo é aquele que o despreza.