No fim das contas, uma startup é “apenas” uma empresa

Tempo de leitura: 1 minuto

Desde 2008, fico imaginando qual é o ponto onde separamos empresas de startups. Pensei, imaginei, teorizei. Vivi. Cheguei a conclusão que não tem diferença. Na informalidade ou na formalidade, faturando ou não, uma startup é “apenas” uma empresa.

As vezes, quando vejo um fundador matar sua startup porque não foi selecionado por uma aceleradora ou porque não recebeu investimento, fico pensando na papelaria da esquina – sério! – ou no self-service, na padaria, no cabeleireiro e em tantos outros estabelecimentos, comércios e serviços que começaram do zero, sem nada, sem seed money, sem VC, sem aceleração. Só com o braço e com o suor.

Penso no meu pai, que começou com um sacolão, depois uma espécie de depósito, uma loja e tintas e hoje uma fábrica de texturas. Desafios atrás de desafios. Não existiu Start-Up Brasil nem series A para ele. Existiu e seguem existindo duplicatas, funcionários, despesas, controle de estoque, caixa, etc.

Os desafios de um fundador são, na minha opinião, muito mais próximos de um empreendedor ordinário(do dia-a-dia) que de o folclórico hall da fama com Zuckinho, Tio Jobs e o Bill Portões. Temos muito que aprender com o dono da papelaria que tem seu negócio firme e forte há 20 anos, ali perto da sua casa.

Bobo é aquele que o despreza.

Sobre Matt Montenegro

Matt Montenegro é fundador do Barba Ruiva, que funciona como um guarda-chuvas para o Beved, um mercado livre de cursos online, o Vida de Startup, este blog onde é escritor e criador e o Aio, um YouTube corporativo para base de conhecimento, comunicação interna e mini-treinamentos para empresas. Também é formado em Comunicação Social(Publicidade) na Newton Paiva, cursou a Pós-Graduação em Design de Interação na PUC e especialista em User Experience. É membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups da região metropolitana de Belo Horizonte.

  • Fora do ritmo

    Bom lembrar que nos anos 90 a ‘aceleradora’ de empresas era a taxa de desemprego, o ‘investidor anjo’ era o saque do FGTS e a ‘incubadora’ era a garagem de casa.

    Sem hype, só trabalho.

    • saulo

      haha. bem pensado, grande aceleradora

  • Legal teus textos. Sugiro tirar essas caixinhas de captação de e-mails. Tá feio isso. Colocar um ou outra bem localizada tudo bem, mas você lasca disso pelos texto. Tá ficando ridículo…

    • Não costumo responder fakes, mas você tem razão. Implementei esse negócio recentemente e não ficou bom em todos os artigos. Esse foi um deles. Obrigado por avisar.

      • Essa conta não é fake. É minha conta oficial do Disqus, com nome e foto de um grande matemático,que uso informalmente. Aliás, acredito que isso não torna a conta em conta fake.
        Enfim, tá muito feio as caixinhas de captação de e-mail. Polui muito a tela e atrapalha a leitura. É uma forma agressiva e que pode espantar leitores. É recomendável mudar logo isso.

        abçs

        • Se você usa uma foto que não é você, um nome que não é seu, a conta é “fake”.