Porque eu parei de acreditar no Give First e Give Back e os principais motivos para você fazer o mesmo

Tempo de leitura: 20 minutos

A Cultura Startup explica muito bem o que é Give First e/ou Give Back. Tanto o Give First quanto o Give Back são termos muito utilizados para caracterizar as ações sociais que um empreendedor realiza em favor da chamada comunidade e/ou de outros empreendedores (ou aspirantes a empreendedores) sem esperar nada em troca.

Esses termos, Give First e Give Back, se tornaram mais populares em 2011/2013, quando Brad Feld publicou, primeiro no LinkedIn, depois no seu blog, sobre “Give before you get”. Esse também é um assunto abordado por Feld no seu livro Startup Communities (se você quiser saber mais sobre livros, leia este artigo). Além de Feld, você também pode ler o que Steve Blank diz a respeito neste artigo, onde ele conta um pouco mais sobre a Pay-It-Forward culture em um artigo publicado em 2011.

Aqui no Brasil, como já sabemos, muito do que é importado acaba se tornando uma grande distorção. E, infelizmente, ao longo do tempo, o Give First e o Give Back também foram sendo distorcidos, maculando, na minha opinião, o que a cultura startup tem de melhor: a colaboração sem segundos interesses.

Eu me recordo bem quando comecei a me envolver com startups, em 2009. Era bacana demais. As pessoas, sem segundas intenções, se ajudavam de maneira genuina. Eram unidas. Buscavam o bem comum. Era bem legal, mesmo. E assim foi até meados de 2013. As startups da minha geração ainda eram mais sonho que realização (ainda não tinham realizado tudo que, hoje, se vê). E, talvez por isso, os fundadores eram mais próximos, se encontravam mais, se ajudavam mais. Tudo sem esperar nada em troca. E essa era a beleza de ver, na prática, esse lance do Give First e Give Back.

A medida que mais empreendedores foram chegando e, igualmente, mais atores do ecossistema se aproximaram, as coisas foram mudando. Veja bem, eu acredito que estes primeiros empreendedores, de forma geral, seguem com um ótimo relacionamento entre si, genuinamente se ajudando. Ao menos, essa é a minha realidade, sou testemunha disso. Porém, ao mesmo tempo, com a chegada de pessoas novas, as coisas acabaram tomando forma diferente.

E que forma diferente é essa? Bem, como você e eu já estamos cansados de saber, o que mais surgiu nesse universo das startups foram empreendedores que não empreendem, investidores que não investem e aceleradoras que não aceleram startups. E é aqui que o negócio tomou outra forma e, igualmente, é neste recorte e, a partir dele, que seguirei falando a respeito.

A grande farsa do Give First e do Give Back, mais conhecidos como cultura startup

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Eu sou um profundo defensor e crente da colaboração entre as startups, empreendedores e atores de um ecossistema de startups. Mas, com o passar dos anos, alguns destes “atores”, em prol de um claro benefício próprio, começaram a distorcer essa cultura startup e usar essa questão de Give First e Give Back para conseguir mão de obra gratuita (ou muito barata) para realizar eventos, aceleração e reforço de marca de si mesmos. Em outras palavras: ganhar dinheiro às custas dos outros.

Deixe-me reforçar algumas coisas antes de continuar. A cultura startup, genuína, é formidável. Mas, empreendedores, aceleradoras, eventos e outros atores (não todos) com intenções pra lá de questionáveis distorceram o Give First e o Give Back para se beneficiar de diversas formas diferentes de uma mão de obra que, por estar disposta a contribuir sem esperar nada em troca, acaba sendo muito barata ou até mesmo gratuita. Perceberam o tamanho do estrago?

É uma pena que seja assim. Nas mãos de pessoas boas, a cultura startup é forte, eficaz e transformadora. Nas mãos de pessoas más, a cultura startup se torna enganação, exploração e prejuízo. A reação é em cadeia, tipo uma fileira de dominós caindo um depois do outro.

Por exemplo, quando um evento de startups engana uma grande empresa vendendo algo que este mesmo evento não irá entregar, essa grande empresa passa a olhar de forma diferente para o segmento de startups. Perde-se a confiança, prejudica-se as startups sérias que estão buscando se estabelecer. É uma reação em cadeia. Um malfeito gera prejuízo pra muita gente.

Vou, seguindo em frente, tentar mostrar exemplos de como a cultura startup, nas mãos dessas pessoas com segundas intenções, é maléfico e acaba corrompendo e comprometendo todo um ecossistema.

O Give First virou pedágio, ou melhor, a “taxa de consumação” para entrar neste meio das startups

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Infelizmente, o Give First se tornou uma moeda de troca. E uma moeda cara que acaba beneficiando apenas uma das partes. Normalmente, essa é a parte dos “espertos” e “velhacos”. Usa-se da ilusão de que é necessário entregar algo de valor para que, tão somente depois, você tenha direitos, lugar no mercado, respeito, autoridade, etc. Esse pensamento é profundamente equivocado. Ainda sim, é amplamente utilizado travestido de discursos diferentes, como os dois a seguir:

O Give First do seu salário

É muito comum ver o Give First sendo usado, por exemplo, para pagar salários abaixo dos de mercado. Há startups, aceleradoras, produtores de evento (e afins) que prometem pagar menos, e, ao mesmo tempo, juram de pé junto que pagarão um salário melhor no futuro. O famoso prometer mundos e fundos, já conhecemos bem isso. E isso não é legal.

Muitas vezes, cria-se um engodo contra os funcionários ao prometer crescimento salarial junto com a empresa, etc. Isso, na maioria das vezes, é apenas uma boa história para te iludir. Rala-se absurdamente por um ano, dois anos e… nada. Uma desilusão enorme.

Na minha opinião, é preferível topar um trampo que pague mal (ou abaixo do que você espera), mas que te trate com total transparência e sinceridade que ir trabalhar numa empresa que prega hashtag de #FamíliaStartup enquanto o clima é um lixo e os salários são pífios.

Eu sei que pagar salários dignos é muito difícil. Eu optei pela sinceridade apresentando o quanto eu posso pagar. Sem promessas, sem ilusões. Para mim, é melhor surpreender com uma melhora no salário, por exemplo, que surpreender negativamente dizendo que não vou aumentar o salário deste ou daquele, descumprindo minhas “lindas promessas”. Mais uma vez, é muito desumano tratar um funcionário com promessas vazias apenas para prolongar o tempo em que ele trabalhará para você. Em outras palavras, isso se chama extorsão.

O Give First do seu tempo e dinheiro

Esse tipo de Give First ganhou muito espaço nos últimos anos. Isso porque cresceu muito o número de eventos para startups. Além de eventos focados especificamente em startups, como conferências e coisas do tipo, também temos eventos de educação empreendedora. Para fechar, também cresceu muito o número de aceleradoras, que, igualmente, realizam eventos, mentorias, palestras e coisas do tipo.

É comum usarem seu nome para, apenas, compor um quadro de mentores, investidores, etc. O famoso encher linguiça. É frequente ver uma aceleradora (não todas, que fique claro), por exemplo, com um extenso quadro de mentores e investidores, porém a maioria destes nomes listados jamais pisaram ou pisarão os pés nas dependências dessa mesma aceleradora.

Outra coisa comum, nesse caso, é usarem seu nome, seu conhecimento, seu tempo e sua inteligência para capacitar startups das quais eles possuem equity e, por consequência, tem todo interesse de, lá na frente, ganharem dinheiro com ela. Estão usando você como mão de obra qualificada, porém barata (ou gratuita) para fazer dinheiro com você.

No início, achava isso interessante, ou seja, poder contribuir com outras startups. Com o tempo, percebi que tudo não passa de um negócio. Estão te usando para fazer dinheiro para si mesmos. E, quando comecei a perceber isso de forma mais aprofundada, passei a recusar convites para ser jurado de banca, mentor de Startup Weekend, palestrante de aceleradora e assim por diante.

Editado: O Startup Weekend é um programa comprado pela Tech Stars que agora faz parte de uma “escada” para os negócios da mesma. Olhando de fora, é como se fosse uma escolinha de futebol a procura de um Neymar/Messi. Além disso, já participei de vários SW onde 20% do valor de todo patrocínio era retido pelos representantes do negócio para pagar sua operação.

Não criminalizo o ganhar dinheiro, que fique claro! Criminalizo o ganhar dinheiro vendendo para você que, ao invés de lucrar, estão fazendo filantropia, colaboração, ajuda ao próximo e só. Eu prefiro que as pessoas joguem limpo. E quando isso não acontece, soa estranho e o discurso desse pessoal se torna super vazio e frustrante. Frustração esta que só bate na porta depois de contribuir e ajudar algumas vezes. E, pra piorar, essa frustração se dá porque o sentimento é de que você foi passado pra trás, que fizeram um discurso bonito só pra te usar. E isso é bem chato.

Pior que criminalizar a finalidade da sua atividade (lucro), é saber que lucra e ficar bravo/chateado por falarem que não tem problema você estar lucrando, desde que você seja transparente sobre isso com aqueles que te ajudam, de graça, a lucrar.

Além disso, eu percebi que torrei muitas e muitas horas do meu tempo raro e precioso ajudando outras pessoas a fazer dinheiro enquanto a minha empresa, sem mim, diminuia sua performance. Ou quando eu deixava de passar meu tempo com a minha família. Quando me dei conta disso, decidi, em definitivo, parar de contribuir com essas iniciativas. Não por não gostar delas, pelo contrário. Mas porque eu prefiro dedicar meu tempo aos meus familiares e aos meus negócios, afinal, no final do mês, não virá uma aceleradora ou uma associação pagar minhas contas, não é mesmo?

Para mim, na minha experiência, após todos esses anos, não valeu a pena. Entidades faturaram e lucraram com meu nome enquanto meu negócio, que poderia ter crescido mais com a minha presença, não cresceu. Essa é a verdade nua e crua. Por isso disse que você dá seu dinheiro. É porque você deixa de faturar. Deixa de vender. Deixa de gastar tempo fazendo seu negócio crescer, amadurecer e dar passos maiores. Quando dois ou três anos se passarem, você verá a conta e se arrependerá tanto quanto eu me arrependi e ainda me arrependo.

Para concluir este ponto, ressalto o que já disse várias vezes. Muito mais que viver de eventos e similares, a maior contribuição que um empreendedor dá para uma comunidade é fazer seu negócio dar certo. Contratar, crescer, se estabelecer. É uma contribuição muito maior, mais forte, com mais autoridade, mais respeitável e mais mensurável. Por isso eu, a cada dia que passa, foco mais e mais nessa contribuição: fazer meu negócio dar certo.

O Give Back se tornou o triste “agora você me deve um favor”, vulgarmente conhecido como rabo preso

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Existe muita gente ingrata nesse planeta azul. A gente, quando é uma pessoa boa, indica, ajuda, reune, doa tempo, etc. Mas, sempre haverá um conjunto de pessoas que só vai usar você, seu tempo, sua inteligência para, em seguida, satisfazendo a si mesmos, realizar o que de fato querem. Quando somos mais bestas e inocentes, somos facilmente ludibriados pelas raposas mais velhas que vivem à espreita dos “novinhos”.

E esses cidadãos, se aproveitando da sua generosidade, conseguem, com frequência, te dobrar e ainda te colocar devendo favores para eles. E cara, esse é o Give Back distorcido. E aqui, ele é pior que o Give First. Entenda:

O Give Back que vão te cobrar lá na frente

Um dos Give Backs que mais atrapalham os empreendedores é este. Apesar da cultura de dar sem esperar nada em troca, não são poucos os empreendedores que usam sua influência e seu momento no mercado para pressionar e coagir outros empreendedores mais novos. Vi isso ocorrer várias vezes e, nessas várias vezes, os atores foram figurinhas carimbadas desse ecossistema de startups. Esses caras vendem o sonho encantado, diga-se. Usam mentiras para atrair os menos experientes, que caem na lábia desse povo.

Não obstante, uma vez que esses caras te colocam em contato com alguma empresa ou fazem um favor parecido, passam a te cobrar o favor de volta. E cara, esses favores passam a não ter fim. Vão desde um like no Facebook a defender a honra da pessoa publicamente, por exemplo. Você se torna um escravo do favor recebido.

Porém, quando você não devolve o “favor”, o empreendedor passa a te queimar no mercado, entre outras startups e para todos que ele tiver oportunidade. Apesar de não falar nada público, usa suas artimanhas internas para deixar os seus “devedores” na famosa “black list”.

Esse é um dos Give Backs distorcidos mais comuns no meio das startups. É o que eu mais presenciei, mais vi e que, igualmente, já cai também. Sofro até hoje diversos boicotes, safadezas, puxadas de tapete e afins por ter me posicionado contra algumas posturas de um determinado empreendedor. Hoje, sou apelidado de troublemaker por não concordar com essas práticas.

O Give Back que te faz um inocente em silêncio

Na minha opinião, esse é o pior Give Back. Aqui estão os muitos empreendedores que caíram no primeiro Give Back que eu citei. Não bastasse sofrer nas mãos de empreendedores mais antigos e com influência de PR, mercado, etc; as vítimas dessa tipo de Give Back, finalmente, optam por se calar. Tudo para não terem seu nome queimado nos corredores. Se calam para não ter seu negócio prejudicado. Eu não concordo, mas entendo o silêncio. É tão difícil fazer um negócio dar certo que, as vezes, pelo desgaste da vida e de toda a situação, parece valer mais a pena se calar e tocar suas coisas que tentar se levantar contra.

Por outro lado, o que acho muito triste é que o silêncio deles acaba fazendo com que outros empreendedores sejam vítimas dos mesmo velhacos. Daí, com o rabo completamente preso, esse empreendedor, agora em silêncio, se vê obrigado, por tempo indeterminado, a obedecer, se sujeitar e, perdoe a expressão, abanar o rabo sempre que for ordenado assim fazer.

Tudo isso porque caiu no conto do vigário do Give Back. Virou um eterno devedor de favores para os dominadores do meio. E isso é horrível. E eu lamento muito por conhecer e saber que há muitos empreendedores nessa situação neste exato momento. É muito triste.

Seja mais esperto que os ditos espertos

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Eu não escrevi isso tudo para você assentar no canto de uma sala, abraçar as pernas e ficar chorando desolado. Na verdade, você precisa, assim como eu, fazer do limão uma limonada. Temos que aprender a conviver com pessoas boas e pessoas más. Seremos enganados algumas vezes. Mas não podemos nos desiludir de tudo e de forma absoluta.

É importante aprendermos com tudo e passar a ter as respostas certas, as reações mais adequadas. Para isso, além do que compartilhei com você até aqui, quero deixar algumas dicas que tem me ajudado a discernir melhor as coisas quando o assunto é colaboração:

Contribua quando for estratégico para você e sua empresa

Só porque tá cheio de malandrão nessa vida não significa que você precisa parar de viver a sua. As vezes, você pode aproveitar esses interesses de palestras, mentorias, workshops, etc; a seu favor, crescendo seu nome, se tornando referência em algum assunto específico, divulgando seu negócio e assim por diante.

Você também pode, sem sombra de dúvidas, traçar uma estratégia de mentorias e palestras gratuitas para divulgar seu nome, sua especialidade e seu negócio. Além de conseguir essa divulgação, você aumenta sua rede de contatos, troca alguns cartões de forma cirurgica e assim por diante.

Quando se faz assim, calculado, você pode fazer o feitiço virar contra o feiticeiro. Ou seja, pegar a situação onde, a princípio, estão te usando e usá-la para alcançar alguns objetivos muito bem traçados. O importante é saber aproveitar as oportunidades nos momentos certos, sempre com muito planejamento para poder tirar o máximo de proveito (no bom sentido) possível.

Cobre sempre que for possível, pois o trabalhador é digno do seu salário

Esses eventos, de maneira geral, estão buscando pessoas dispostas a trabalhar de graça para eles enquanto, ao não precisar pagar cachê, por exemplo, conseguirem um lucro mais alto. Só que todo trabalhador é digno do seu salário. Por isso, se você fizer uma palestra, por exemplo, onde as pessoas pagaram para estar ali, não hesite em cobrar dos organizadores um preço justo pela sua presença. É seu direito, você está trabalhando. A inteligência é sua, o conteúdo é seu, a experiência é sua, os métodos, tudo. É minimamente justo que te devolvam alguma coisa em troca.

Não é crime cobrar. E essa é mais uma mentira dessa distorção da cultura startup. Você pode e deve cobrar pelas coisas. Não existe oferecer sua startup de graça para XPTO. Sequer tem cabimento você doar seu tempo, sua inteligência, seu conhecimento e experiência sem receber algo em troca (sempre partindo da premissa positiva). O que muitos eventos pregam, até com maldade, é esse engodo de que cobrar cachê, por exemplo seja crime. Não, não é. É só mais um discurso vazio para te enganar.

Crime é quererem te usar para fortalecer uma marca, uma associação, uma entidade em cima do seu nome, da sua técnica, do seu conhecimento e não te darem nada em troca. As relações, de forma geral, pecisam sim ser win-win. Sobretudo quando há um segundo interesse, como já mencionado anteriormente, em jogo.

Portanto, quando houver oportunidade, dentro da sua estratégia de construção de marca pessoal e corporativa, não deixe de cobrar o justo pelo seu trabalho. Todos nós merecemos receber pelo que produzimos. Não é nem um pouco diferente neste caso.

Participe apenas quando o retorno do investimento da sua participação for inquestionável

Já falei um pouco disso logo antes. Mas aqui vale um reforço específico. Quando você traçar sua estratégia, lembre-se de calcular milimetricamente o retorno do investimento que você está fazendo. Sim, o investimento de tempo, de ausência no seu trabalho, de ausência na sua família, etc. Calcule meticulosamente para, no final, saber se, de fato, você está obtendo MESMO um resultado positivo.

Reforço que esse retorno do investimento não é, necessariamente, dinheiro. Pode ser ganhar mais tempo no futuro, se tornar referência em alguma coisa, adquirir mais respeito de um determinado segmento, etc.

Calcule bem, faça as contas com diligência. Seja conservador para que suas contas não te traiam.

Não custa te lembrar, também, do estardalhaço da Bel Pesce. Estratégia, diligência e honestidade. Sempre. Senão, suas infladas de currículo podem custar muito caro. Não faça aquilo que você mesmo condena.

Leia mais e esteja sempre um passo a frente

Um outro aspecto que tem me ajudado muito é o hábito da leitura. Desde que comecei a ler com mais frequência e disciplina, tenho conseguido estar, digamos, um passo a frente desse perfil de pessoas. O que é sensacional, afinal de contas eu passei a cair muito menos nessas nefastas armadilhas. Ler nunca é o bastante. Incentivo muito você a buscar adquirir este hábito.

Ler também pode, em muito, transformar a forma como você enxerga as coisas. Muito mais que descobrir e antever se você está sendo passado para trás, a leitura te ajuda a ter uma visão mais ampla quanto os avanços do seu negócio. Os benefícios são muitos. Vale a pena o sacrifício. Se você já tem esse hábito, faço um apelo para que não abandone essa prática da leitura. Ler é, sem dúvidas, profundamente transformador e, sim, te ajudará muito durante a sua jornada.

Comigo, tem funcionado muito bem. Espero que essa prática da leitura contribua para sua vida e negócios tanto quanto está contribuindo para mim.

Independentemente dos outros, mantenha a cultura startup do jeito certo

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Não importa o que os outros pensam e falam. Importa que você, mesmo que outros não, seja uma pessoa correta. Importa que eu seja uma pessoa correta. Se outros empreendedores e afins decidiram por outro caminho, isso é um problema deles. Eu, mesmo com meus erros, vou seguir buscando me aperfeiçoar, melhorar e progredir da forma correta, lícita e ética.

Os aproveitadores sempre existirão. Resta a nós termos inteligência para selecionar o que dá e aproveitar de forma positiva as oportunidades que, de alguma maneira, acabam sendo geradas por essas pessoas e organizações.

Por outro lado, se você encontrar pelo caminho iniciativas que são genuinas, puras e, verdadeiramente desinteressadas, não hesite em contribuir. Mas lembre-se, mesmo que seja 100% bacana, você não pode desequilibrar o tempo que você dedica para essas coisas com o tempo que sua empresa e que sua família precisam. Fazer o bem, ajudar as pessoas é muito bacana. Mas não vale a pena fazer isso quando os seus mais próximos (e/ou seu próprio negócio) acabam prejudicados.

Seu negócio dar certo é a melhor coisa que você pode fazer para si mesmo, para seus funcionários, seus amigos, para a comunidade de startups ao seu redor e, claro, para sua família e amigos.

Atenção: Essa é uma visão particular minha, baseada na minha experiência particular e na maneira com a qual eu enxergo este assunto. Nada do que escrevo pode ou deve ser transformado em algo absoluto, mas gerar uma reflexão onde aproveita-se o que é bom e elimina-se aquilo que não serve.

Sobre Matt Montenegro

Matt Montenegro é fundador do Barba Ruiva, que funciona como um guarda-chuvas para o Beved, um mercado livre de cursos online, o Vida de Startup, este blog onde é escritor e criador e o Aio, um YouTube corporativo para base de conhecimento, comunicação interna e mini-treinamentos para empresas. Também é formado em Comunicação Social(Publicidade) na Newton Paiva, cursou a Pós-Graduação em Design de Interação na PUC e especialista em User Experience. É membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups da região metropolitana de Belo Horizonte.

  • Anderson Guimarães

    Adoro os temas dos artigos, mas são muito prolixos. é uma crítica construtiva.

    Mas direto ao ponto, passa a impressão as vezes de que você está querendo enrolar e manter a gente mais que deveria no seu blog.

    • Fala @disqus_LhmgjfucxX:disqus, obrigado pelo Feedback. Vou avaliar suas considerações para as próximas escritas. Respondendo direto ao ponto, não. A ideia não é enrolar, mas discorrer de forma mais completa. Se está prolixo, é porque não estou conseguindo aprofundar como deveria. Obrigado, estarei considerando para os próximos!

    • Thiago Villa

      Eu tive um pouco essa sensação também, mas devo dizer que o conteúdo está ótimo. Talvez, para as próximas, mexer um pouco no formato. Uma sugestão: quebrar o tema em quatro peças menores e publicar uma por mês ou remasterizar em forma de vídeo, podcast, infográfico etc.

  • André Luiz Nunes Martins

    Matt, não te conhecia até “esbarrar” nesse seu texto. E mesmo concordando com o Anderson sobre o texto ser um pouco prolixo (eu também escrevo de forma parecida, quando quero abordar algo de forma mais complexa em meu blog), li seu texto do início ao fim e não sei se feliz ou infelizmente me identifiquei de forma absurda. Por um bom tempo me vi deixando de lado meus projetos e duas startups (super early stage, que realmente precisavam de atenção) diante das crenças do Give First e Give Back, e perdendo de vista coisas realmente importantes. Hoje tento colocar as coisas de volta nos eixos. Ótimo texto, achei super válida a sua abordagem…

    • Obrigado, @andrluiznunesmartins:disqus. Esse não é um tema fácil de falar a respeito. Precisei reescrevê-lo 3 vezes para sentir segurança para publicá-lo. O assunto é denso e incomoda. Não é uma leitura simples. Agradeço por ter lido todo o artigo e por trazer seu feedback aqui. Ele é importante para que eu siga melhorando o conteúdo do VDS a cada novo artigo. Estou na torcida para que todas as coisas estejam nos eixos por aí.

  • Luiz Felipe Horta

    Bom dia, Matt! Concordo com o Anderson Guimarães, que escreveu aqui abaixo. Os seus textos têm ficado demasiadamente prolixos. Repete muito o tema, tem links demais e torna a leitura cansativa.
    Tudo bem que boas práticas de SEO deve norteá-lo a criar esses próprios links… mas pega leve.
    Fora isso, que espero que leve como uma crítica, na boa, o conteúdo é sempre inspirador. Faz pensar!
    Seu blog me fez, na verdade, empreender “na calada” nos últimos 6 meses. Sem estardalhaço nem ficar com muito oba-oba na comunidade empreendedora de BH.
    Eu sei que não poderei continuar assim por muito tempo, mas me fez bem!
    Abs

    • @luizfelipehorta:disqus, obrigado pelo feedback. Quanto a repetição do texto, se dá pela tentativa de aprofundar o conteúdo. Nem sempre bem sucedida. Mas eu estou aqui aprendendo, por isso os comentários são tão importantes. Quanto ao SEO, saiba que eu usei pouquíssimos links tendo em vista as “boas práticas”, que recomendam 25 links externos a cada mil palavras. Acho exagerado e, por isso não o faço. Coloco links apenas em parágrafos e frases que possam chamar a atenção do leitor para outro tema e, por isso, um link aprofundando este mesmo.

      Apesar disso, a média de leitura do artigo está em 12 minutos. Ou seja, apenas no primeiro dia, 90% dos leitores chagaram, ao menos, na metade do texto. Não que justifique, mas faz sentido trabalhar e lapidar o texto um pouco mais para diminuir a sensação de cansaço que, para mim, também ocorre pelo fato do assunto ser um pouco mais pesado também.

      Sobre ficar “na calada”, mantenha-se assim pra sempre. É a melhor coisa que você faz. Obrigado por acompanhar e comentar. Estou sempre aprendendo e, com certeza, comentários assim ajudam muito a seguir melhorando e escrevendo melhor. Levarei em conta para os próximos!

  • Guto Roft

    Gosto do Matt. Da forma direta e realista acerca das coisas que fala/vive.

    • Obrigado, @gutoroft:disqus!

  • Matt, tem uma caixinha que aparece no teu site todo dia. É a caixinha do “Saiba quando um novo artigo for lançado com exclusividade!”. Mesmo clicando em “Hoje não” toda vez, ela aparece. Isso é irritante. Parei de voltar para diversos outros sites ficam mostrando coisas do tipo. O Vida de Startup é um blog legal e não gostaria deparar de definitivamente voltar aqui.

    • Eu vou dar uma olhada. Aqui pra mim não aparece sempre, só 1x por mês.

      • se aparecesse 1x por mês pra mim seria pouco comparado com o que aparece no seu site. Sempre, em qualquer computador/navegador, aparece esta caixinha no site. Pior ainda é quando vou seguindo os posts, aparece em todos posts.

  • Mauricio Massao

    @eusouomatt:disqus Parabéns pelo seu trabalho! É original e deixa muitos com inveja! Gosto exatamente da maneira que você aborda e constrói a reflexão! Continue assim! Os incomodados que se retirem.