O barato que pode sair caro: Como e quanto custa começar uma startup

Tempo de leitura: 14 minutos

Você talvez deva achar que começar uma startup é um negócio bobo, informal, sem custos e um pedacinho de paraíso. Mas a vida não é um eterno Startup Weekend. Não é uma eterna Campus Party. Mais, a vida não é uma eterna aceleradora ou programas de pré-aceleração. Ter uma startup é um negócio bem diferente desse auê gostoso que esses bons eventos/programas causam em nós. Seguir a jornada com muito cuidado com o canto das startups nunca é demais.

Assim, como prometido há algumas semanas, irei compartilhar uma série de artigos contando o dia-a-dia de uma startup, ou melhor, de como começar uma startup. Mais especificamente, sobre a minha startup, nossos desafios, etc. E, para começar, vou trazer um pouco de contexto, tudo bem? Seja paciente, tentarei ser bastante direto e objetivo, só que para isso eu preciso passar por este contexto para você entender como eu cheguei até aqui. Vamos nessa?

Uma rápida recapitulação

Uma das primeiras versões do Beved, em 2012

Há quase 5 anos, criei o Beved. Um Mercado Livre de cursos online. Na verdade, nos dedicamos tanto num nicho específico de mercado que parecemos mais com um General Assembly. Em 2014, pensando em diversificar, comecei a desenvolver, junto com meu time, um negócio que chamamos de “Netflix de Educação“. Testamos esse produto no mercado corporativo, onde queríamos atuar desde então. Após um ano de testes intensos, iterações, redesenhos, muita pesquisa e trabalho duro, “nasceu” o AIO.

O início de tudo é resolver um problema

Primeiro protótipo do então chamado Marketplace, do Beved
Primeiro protótipo do então chamado Marketplace em 2014, criado pelo Beved

Até chegar no conceito que viria a ser o AIO, ficamos ralando muito mais em desenvolver um produto/serviço que achávamos que o mercado precisava ao invés de detectar um problema real e, de fato, resolver esse problema. E não ficamos alguns dias nessa pegada. Passou quase um ano inteiro e a gente estagnado nisso.

Foi então que, finalmente, entendemos qual era o real problema que nosso produto resolve. E, com mais trabalho, adaptações, mudanças, chegamos ao AIO como produto “final”. Assim, nós não mais buscávamos resolver um acervo de cursos EAD para uma empresa ou entregar uma ferramenta de EAD, mas sim resolver um gap quase sem ninguém atuando: a base de conhecimento das empresas.

Quando percebemos que as empresas possuem uma necessidade enorme e urgente de documentar seus processos diários, únicos e extremamente pessoais, percebemos o quanto o AIO se encaixava na solução deste problema. Desde então, passamos a atacar este alvo maior oferecendo uma ferramenta para registrar, cuidar e distribuir esse conteúdo internamente nas empresas.

Na prática, nós temos uma plataforma para empresas (que se parece muito com um Youtube corporativo) fazerem onboarding de colaboradores, comunicação interna, treinamento de itens específicos do dia-a-dia do negócio (cultura e valores, como emitir uma NF, metodologia de vendas, etc). Coisas que precisam ser desenvolvidas internamente e que são únicas para cada negócio.

Tá vendo, encontrar o problema e resolver esse problema não é uma tarefa tão simples. Gastamos quase 2014 inteiro pra fazer nosso Product Market Fit. Isso custou tempo e dinheiro, que não caiu do céu.

Conseguindo os primeiros clientes e um problema inesperado

contandomoedas

Desenvolvemos todas as mudanças e evoluções que o AIO precisava de fevereiro a junho de 2015. Em junho, fechamos um grande cliente que já estava em negociação desde novembro de 2014. Em novembro, mais um cliente bastante importante se uniu ao nosso serviço. Juntos, esses 2 clientes (mais alguns menores) foram responsáveis por cerca de R$8mil/mês de faturamento do AIO.

Até aí, em meados de dezembro de 2015, trabalhamos essa “spin-off” de forma paralela ao Beved, de Home Office e com apenas freelancers. Ainda neste período, tivemos um problema bem sério, com um antigo parceiro. Isso nos atrapalhou um pouco, especialmente porque atrasou nossos planos em quase 6 meses (Gastamos muito tempo estudando e estruturando com máxima segurança e respaldo jurídico nossos direitos e deveres junto a vários advogados – são 4 hoje. Isso custou tempo e dinheiro, mas é uma conversa para o futuro). Passado 2015 e superado estes percalços da vida, decidimos, finalmente, abrir um escritório.

Sob a chancela do nosso mascote, o BarbaRuiva.com, criamos um “guarda-chuva” para abrigar 3 iniciativas: BevedAIO e Vida de Startup. O escritório, do BarbaRuiva.com, cuida majoritariamente do AIO. E é aqui que essa história “começa” de verdade.

Abrir um CNPJ é pra quem fatura. Se você não fatura, você sequer tem um negócio ainda

Um cartão CNPJ, apenas para ilustrar
Um cartão CNPJ, apenas para ilustrar

Olha, eu não vou encher linguiça, ok? Nenhum negócio, tipo uma startup, começa com um CNPJ. O normal é começar com um protótipo/idéia, um MVP, buscar alguns clientes iniciais e, quando começar a emitir Notas Fiscais, contratar, etc passar a ser um problema, aí sim entra o momento de se pensar em abrir um CNPJ para o negócio. Tudo a seu tempo.

Obviamente, não estou estimulando você a praticar ilegalidade alguma. É apenas o fluir natural de um negócio. Primeiro comprova-se que seu produto resolve um problema, que há mercado, que é possível “ganhar dinheiro” nele e, somente então, pensa-se nas vias jurídicas desse negócio para, justamente, sua viabilização em todas as esferas. Lembre-se, ter um CNPJ significa ter um Contador também. E isso custa DINHEIRO. Coloque isso na sua conta sempre se lembrando que uma startup não passa de uma empresa como outra qualquer.

Pausa rápida: CONTRATOS SALVAM VIDAS. NÃO VIVA SEM UM

Revistinha do Tio patinhas
Revistinha do Tio patinhas

Não existe brodagem. Amizade. Camaradagem. Existe contrato. Papel assinado e autenticado. Nada menos que isso, meu caro. É isso mesmo. Faça um bom contrato com seus sócios. Não interessa se são melhores amigos. Apenas faça. As regras do jogo precisam sempre estar claríssimas. Não deixe de fazer isso o quanto antes. Caso contrário, bem, temos muitas histórias recentes, como eu, que podem testemunhar o quão prejudicial não ter um bom contrato e, se necessário, consultar bons advogados antes de seguir em frente.

Cuidado: picaretas, ladrões e semelhantes existem aos montes. E eles se travestem de algumas boas ações, carinha de ovelha, etc. Mas são lobos ardilosos.  Seja precavido para não ser enganado. Todo cuidado é pouco quando falamos de negócios. Assim sendo, proteja a seus sócios de si mesmo e vice-versa.

A escolha do local de trabalho (Home Office x Escritório)

Para mim, é um recomeço. Como qualquer startup, o AIO começou como um Produto Mínimo Viável que colocamos no mercado. Após fechar um par de clientes, decidimos sair do trabalho remoto e abrir um escritório para tocar o produto.

Eu trabalhei muitos anos de Home Office e posso dizer que é um negócio muito bacana. Tem muitos pontos positivos. Mesmo. Porém, tem vários negativos também. E, ressaltando os negativos, deixo como pontos de atenção estes:

  1. Trabalhar de casa dificulta muito diferenciar trabalho e casa, ou seja, o horário de parar, separar o que é trabalho e o que é vida pessoal;
  2. O Home Office exige muita disciplina. Em casa, há muitas distrações. De Netflix, TV, Geladeira a esposa (almoços, programas, etc ;));
  3. Trabalhar de Home Office também dificulta a agilidade, comunicação e proximidade do seu time. Isso se agrava quando o assunto é time de vendas, por exemplo.

Tendo em vista estes pontos e tantos outros, começamos a buscar um local. Pensando em qualidade de vida para mim e para os colaboradores, fizemos uma escolha que atendesse, entre outros, os seguintes aspectos:

  1. Que o escritório tivesse uma boa infra-estrutura ao seu redor (restaurantes, bancos, linhas de ônibus);
  2. Que o escritório fosse fora da região Central ou Centro-Sul (Savassi/San Pedro Valley);
  3. Que o escritório ficasse localizado contra os principais fluxos e congestionamentos de Belo Horizonte (A cidade certa para inovar);
  4. Que o escritório ficasse próximo (não mais que 3km de distância) de onde eu moro.

Demoramos cerca de 1 mês para achar algumas opções. Delas, ficamos com 2 e, completando 45 dias de busca, fechamos qual sala receberia o escritório do BarbaRuiva.com. Ele fica a 2km de distância de onde eu moro, contra-fluxo para os colaboradores não pegarem trânsito na ida e na volta do trabalho, possui uma diversidade grande de linhas de ônibus, restaurantes, bancos, padaria, etc ao seu redor.

Tão bom quanto trabalhar na região central, porém com os benefícios de não estar nela, desde vagas de estacionamento aos itens que mencionei logo menos.

Contrate certo desde o iníco

Essa é uma “dica” relâmpago, mas crucial. Eu aprendi errando que, apesar de adorar Home Office, Freelancers, etc, contratar certinho, CLT, estagiário fichado corretamente, etc é invariavelmente o caminho certo e seguro.

Isso ajuda demais a evitar problemas futuros e também nos ajuda a sermos corretos desde o início. Este custo é bem alto neste começo, mas ele pode sair bem mais “barato” lá na frente. Não arrisque. Não lidere pelo mal exemplo. Busque fazer tudo certinho desde o início, por mais difícil e custoso (que é bem diferente de ser caro) que seja.

Quanto custou para chegar até aqui, hoje

Bem, um erro grave é eu não conseguir precisar isso. Mas, aproximadamente, nós gastamos algo pertinho de R$ 120.000,00. Este foi o custo inicial em 2015 para chegar com o AIO em 2016. Essa informação é importante, porque as vezes a gente acha que o custo de iniciar um negócio é zero enquanto esse negócio não se tornar algo mais sério. Mas isso não é verdade. O investimento de tempo, de dinheiro, etc contam muito. Então, faça as contas de quanto tempo você e seus sócios já gastaram, na ponta do lápis. Te garanto que o valor vai assustar e fará você repensar muitas coisas.

Quanto custa um escritório para 4 pessoas?

calculadora

Nós não fazemos muito as contas, né? Mas eu vou ajudar. Nosso escritório, por exemplo, possui 4 pessoas (administrativo e finanças ainda estão remotos), contando comigo. São 2 mesas grandes (como se fossem 4), 4 cadeiras, 4 computadores, 3 fones da Microsoft (vendedores), frigobar, filtro de água, ar condicionado, instalação do ar, cafeteira, aperitivos, filtros de linha, cortinas, quadro branco na parede, etc. Estes são os principais itens que nos preocupamos no começo (a cortina ainda não chegou e o quadro chega essa semana).

O total desses custos iniciais é próximo de R$ 6.000,00, pois ainda conseguimos economizar em vários itens, desde computadores semi-novos a mesas reaproveitadas de outro escritório. Mas não é um investimento qualquer. E olha que não pintamos parede nem fizemos nenhum tipo de decoração especial no espaço. Esse custo aí é para fazer o negócio no nível mais básico mesmo. Alguns custos podem variar pra cima ou pra baixo, mas não fugirá muito dessa média.

Os custos fixos também não são qualquer coisa e precisam estar na ponta do lápis. A internet de Fibra Óptica da GVT custa seus bons R$ 200, além do aluguel próximo a R$ 900 e do condomínio de R$ 250 (temos elevador, o que é uma benção). Lembra do Contador? Pois é, os R$ 440 dele entram aqui também.

Por isso, repito, tudo precisa ser feito com muito planejamento, pé no chão, cuidados diversos, atenção redobrada, dupla checagem dos itens, etc. Não são gastos desprezíveis, muito pelo contrário. São altos e precisam de todo o cuidado ao serem levantados.

Dependendo da situação, pode ser interessante você utilizar um Coworking por um período específico de tempo, por exemplo, pois pode sair mais barato que o custo fixo de um escritório. Aqui em BH eu gostei muito do Guaja, mas tem também o Impact Hub, com seu novo escritório na Savassi/San Pedro Valley.

Nós consideramos bastante essa opção de Coworking, porém ela não atendeu vários requisitos (que citei acima) e também porque queríamos um espaço nosso, mais privado e “escondido” para trabalharmos com tranquilidade. Por isso, nossa decisão final foi abrir este nosso escritório.

O “barato” de abrir uma startup na verdade custa muito mais caro

carteiravazia

Finalmente, começar uma startup acaba saindo bem mais caro que imaginamos. Pode ser que a gente economize aqui e ali, tenha mais sócios que funcionários ou algo do tipo. Mas, precisamos ter muito claro na nossa mente que ter um negócio significa, no final das contas, gastar algo em torno de R$12mil a R$15mil (4 pessoas mais o escritório) por mês para existir (sim, temos caixa e receita para isso). Não é algo simples, percebe? E olha, esse valor sequer contempla retiradas dos sócios. Então, este valor pode saltar inequivocamente para não menos que R$20mil mensais.

Por isso, é necessário um enorme PLANEJAMENTO. Não torre sua grana no impulso. Calcule. Pense. Organize bem as coisas (Lembra do Cucco, que perdeu R$ 500mil?). Se preciso, espere faturar um pouco mais. Ou, se você tem um capital de giro, seja bem “mão de vaca” no começo para não gastar além da conta no início. Ainda sim, tendo esse capital de giro ou não, você precisa se planejar MUITO BEM. Lembre-se, o Brasil, definitivamente, não é para amadores. Portanto, não vá para guerra sem ao menos colocar um capacete, ok?

Aprendizados finais, que, apesar de óbvios, valem a pena considerar/meditar

Suposto monge que eu achei no Google Imagens para representar essa conclusão ;)
Suposto monge tibetano meditando que eu achei no Google Imagens para representar essa conclusão 😉

Escolha pessoas que você possa confiar. Eu sei que é um tema complexo. Mas busque, ao máximo, ter pessoas muito ou extremamente confiáveis no início. Porque o início é mais difícil. Pessoas de confiança, que você já tenha trabalhado junto, ajudam a diminuir essas dificuldades. Em certos momentos, ajudam a superá-las de forma direta. Por isso, entre vários outros motivos, gastar um bom tempo escolhendo as pessoas certas é tão importante. Faça isso pelo seu bem e pelo bem do seu negócio.

Busque resultados. Não seja romântico. Isso é o que você menos precisa neste momento. Obter resultados é de suma importância para sobrevivência do seu negócio. Por isso, seja pragmático, extremamente objetivo e claro com suas metas e métricas. E, claro, esmere-se em alcançá-las.

Seja uma pessoa muito responsável. Cumpra suas tarefas, lidere pelo exemplo. Exale a cultura e valores que você deseja para sua empresa. Não permita que seus primeiros colaboradores copiem de você as piores práticas. Mas seja “severo” no sentido de que eles absorvam os pontos certos sobre este assunto. Repita quantas vezes seja necessário para ter certeza de que essa cultura e valores estão sendo enraizadas corretamente.

Por último, mas não menos importante, trabalhe muito. Não em quantidade de horas, mas em qualidade. Foco e produtividade (Aqui você tem um artigo excelente sobre produtividade, não deixe de ler). Mostre que é possível, das 9h às 18h (ou qualquer horário que seja, até apenas 4 vezes por semana), ralar com foco e fazer entregas de qualidade. Como disse antes, liderar pelo exemplo é uma das maiores coisas que você pode fazer. Faça, sem medo, de peito aberto.

Sobre Matt Montenegro

Matt Montenegro é fundador do Barba Ruiva, que funciona como um guarda-chuvas para o Beved, um mercado livre de cursos online, o Vida de Startup, este blog onde é escritor e criador e o Aio, um YouTube corporativo para base de conhecimento, comunicação interna e mini-treinamentos para empresas. Também é formado em Comunicação Social(Publicidade) na Newton Paiva, cursou a Pós-Graduação em Design de Interação na PUC e especialista em User Experience. É membro ativo do SanPedroValley, comunidade auto-gerenciada de startups da região metropolitana de Belo Horizonte.

  • Tiago Santos

    Só melhora isso aqui, Matt. Well done!

    • Valeu @tetreis:disqus. Vamos passo-a-passo, não nos deixe fora do radar 😉

  • Tiago Silva Pereira

    Poxa que legal!! Aprendi muito com esse post, obrigado!!

    • Que bom, @tiagosilvapereira:disqus, fico muito realizado em saber que ele foi de ajuda. Espero que os próximos possam seguir contribuindo com você!

  • Excelente artigo Matt, me identifiquei muito com tudo o que disse. É muito importante desmistificar esse conto de fadas que estão vendendo sobre startups. Parabéns

    • Obrigado, @felipecaparelli:disqus! O objetivo é contribuir dessa maneira mesmo. Quero que a realidade fique mais evidente para diminuir o susto de quem está, genuinamente, buscando empreender.

  • leandro freire

    Muito bom o artigo, aborda temas que em outros lugares nem citam, conhecer em números e em dados reais de alguém que esta a frente de uma startup é muito incentivador. Parabéns.

    • Obrigado, @disqus_kOboxLWw0v:disqus! Eu buscarei ter muita disciplina para escrever com constância sobre o dia-a-dia da empresa com essa finalidade mesmo: ser transparente e expor os desafios diários de tocar um negócio. Obrigado por acompanhar.

  • mvnobrega

    Muito Bom Matt, acompanho vários caras do meio de startup e você é um dos que cada vez mais me orgulho de conhecer. O vida de startup é fora de serie, parabéns pelo ótimo texto e força nessa sua jornada, sucesso.

    • Valeu, @mvnobrega:disqus! O esforço para ir evoluindo é grande. Ainda precisamos melhorar muito por aqui. Espero que nossa entrega de conteúdo seja cada vez melhor. Os feedbacks são bastante importantes para nosso crescimento. Obrigado!

  • Erick Carvalho Campos

    Excelente texto! Acredito que o melhor que há li sobre início de startups, muito pé no chão, objetivo. Parabéns!

    • Obrigado @erickcarvalhocampos:disqus, fico agradecido pelas palavras. Espero melhorar e contribuir ainda mais com os próximos!

  • Ricardo Corassa

    Ótimo artigo Matt ! Cara parabéns pela iniciativa de dar mais realidade aos artigos. Com certeza tens produzido um conteúdo muito útil pra quem está desenvolvendo uma startup.

    • Obrigado, @ricardocorassa:disqus! Os feedbacks sinceros e transparentes me ajudam a melhorar e avançar com mais conteúdos.

  • thiagoko

    Artigo transparente e educativo como muitos poucos hoje em dia, parabéns Matt!

    • Valeu, @thiagoko:disqus! Espero seguir contribuindo!

  • Excelente artigo Matt. Esse ano estou com uma Startup dando os primeiríssimo passos realmente sólidos, apesar da idéia já existir desde 2013. Estamos na fase de desenvolvimento de protótipo e testes. Os artigos do Vida de Startup tem sido significativos para mim e toda a equipe envolvida em nosso projeto. Parabéns pela qualidade e coerência das idéias.

    Abraços

    • Que bom, @renatobarbosapalestrante:disqus! Espero conseguir ajudar vocês também nos próximos passos. Para isso, tenho convidado caras de muito mais gabarito que eu sequer estou perto para contribuir ainda mais 😉

      • Show de bola @eusouomatt:disqus 🙂 Permanecerei acompanhando com certeza.
        Abraços e sucesso

  • Thiago de Carvalho

    Que belo texto. Obrigado por compartilhar essa sua experiência cara!

    • Eu que agradeço seu tempo para leitura, @carvalhothiago:disqus!

  • Giovanni K Bonetti

    Ótimo artigo! Recomendo! Quem dera houvesse mais gente que contasse de forma aberta essas coisas. Na minha startup também gastamos mais de R$ 100 mil antes de chegarmos a algum resultado palpável.

    • Obrigado, @giovannikbonetti:disqus. Esse tipo de custo quase ninguém põe na ponta do lápis e, sem dúvidas, pode fazer toda diferença no início de um negócio.

  • zullcore

    Ótimo artigo Matt, eu tenho percebendo que a equipe é o mais importante, a base de tudo para levantar a startup.
    Tive problema com um projeto que nasceu no evento biotech startup weekend, um hospital estava interessado em investir, mas foi arquivado por falta de foco e tempo, todo mundo estava muito ocupado com emprego fixo e filhos tambem. O projeto durou apenas dois meses, foi atoa mas deve muito aprendizado =)
    Matt, onde você contrata o advogado? Freelance tambem?

    • @zullcore:disqus, tudo certo? Eu precisei buscar um escritório com experiência tanto no empresarial quanto no trabalhista, para: 1) Resguardar no âmbito empresarial e buscar as práticas mais corretas para nossos colaboradores através do aconselhamento trabalhista. A busca é aprender, corrigir erros, buscar cada vez mais transparência e retidão em todas as ações como pessoas e entidade.

  • Douglas Silva

    Cara, você é o mais sincero empreender que já vi! Do caramba esse artigo!! Valeu mesmo. Quando eu for grande vou dizer que ele me ajudou, ok! kkkk Abs

    • Valeu @disqus_r7GBi2hig4:disqus!

    • É verdade, estou vivendo uma Startup (vivendo de uma) e lendo textos como esse hoje e ano passado vejo como muitas coisas mudaram na minha cabeça… Não é facil, nem um pouco fácil, eu ja sabia que seria difícil e o pior: Realmente esta sendo difícil. Difícil é saber a hora certa de investir algum dinheiro versus a hora certa de arriscar o pouco que se tem.

      Bola pra frente, siga em frente! Fé é beeem diferente de esperança, trabalhar muito, muito e muito. Enquanto achar que vale a pena, não pare. Obrigado pelo relato, um dia também farei um.

      Abraço

  • Mto bom artigo! Calculo que para iniciar uma startup vai de 100k a 300k.
    Para começar a ter resultados pequenos, chutando mesmo, sem olhar muito, a gente deve ter gasto uns 50k. Para ter algum resultado expressivo algo em torno de 100k… E continuamos investindo toda receita.
    Para ter uma startup em um tamanho bom, 1mi para mais, eu acho…
    No nosso caso, que trabalhamos com software, o investimento vai muito em pessoas.
    Se fosse uma indústria, seria em maquinário, se fosse comércio, seria em estoque.
    Negócio é negócio, sempre será necessário investimento se pretende crescer de forma mais rápida.

    • Exatamente, suas contas fazem sentido e, arredondadas, ficam perto da realidade prática que vemos de quase toda startup que cresceu e está se estabelecendo. Os investimentos estão nessa ordem aí mesmo.

  • Leonardo Cabral

    Obrigado, Matt. Essa leitura me deixou com diversas dúvidas, o que é ótimo. Estava ponderando se deveria começar um negócio. Após pesquisar, observar meu ambiente-alvo e construir a solução-produto-serviço (sps), estava ansioso em fazer tudo rodar o mais rápido possível, mas vi que a questão é mais sensível e tem mais detalhes do que imaginava. Um deles, por exemplo, é que meu sps tem uma chance maior de ter sucesso durante a retomada econômica do que o período que estamos passando no país. Acompanharei seus artigos.

    • Valeu @disqus_daXc8IiQx5:disqus! Obrigado por acompanhar!

  • Daniel Oliveira

    Olá, Matt. Pessoalmente, gosto muito do seu estilo de escrita e da construção dos posts também. Tenho uma questão sobre o tempo: estes 120k foram investidos em que horizonte de tempo?

    • No período de desenvolvimento do produto, que durou por volta de 5 a 6 meses.

  • Sensacional, Matt!

    Eu passei quase 2 anos trabalhando com uma ideia que poderia ter se tornado uma ótima solução para o mercado de profissionais de educação física. Isso foi lá em 2012 até 2014. Acho que se eu tivesse esse tipo de informação na época, poderia ter cometido menos erros…

    Obrigado!

    • Obrigado por acompanhar a leitura, @leoalvarenga:disqus!

  • Jefferson Otoni Lima

    Muito bom Matt, difícil encontrar bons posts sobre o assunto, este post realmente ficou fenomenal… parabéns pelo belo trabalho.

    • Obrigado por acompanhar, @jeffotoni:disqus!

  • Earle Martins

    Matt bate nas teclas “escolha alguém de confiança”, “não existe amizade nessa hora”, “camaradagem é mito”, “seu amigo sócio vai phoder você”, etc. Interessante ver isso. Se escolher alguém que confia, se dá mal. Se escolher alguém que não conhece, se dá mal. Tudo é risco. Viver é um risco. Para finalizar, que tal colocar para a audiência o(s) seus(s) modelos de contrato de sociedade? Acredito que ajudaria muito, já que possui tanta expertise nisso. Fica a dica.

    • As referências são suficientes para formatar um próprio contrato resguardando-se minimamente dos riscos mais descarados e clássicos.

      • Earle Martins

        Incomodado? Longe disso. Apenas a constatação do artigo, que ainda está longe de fornecer dados suficientes para servir de base para um contrato. Não menospreze sua audiência falando isso. Abs.

        • O artigo não é sobre “como fazer um contrato”.

  • J. L.

    Matt, tenho uma pergunta (ainda não li todos os seus textos). Como foi a busca por clientes, e o que vocês fizeram para atrair esses clientes para o seu negócio. Não sou expert em startups, por isso essa pergunta. Desde já agradeço. Ah! E gostei demais dos seus textos. Vou ler todos. Abraços

    • @disqus_llYiiHW76v:disqus, respondi isso no artigo novo, dá uma olhada: vidadestartup.org/como-validar-uma-ideia/

      • J. L.

        Vou ler. Muito obrigada. Abraços

  • Excelente publicação.
    Gostaria de contribuir com uma informação, espero não estar atrapalhando.
    Qualquer empresa pode ser uma Startup, depende apenas de como ela vaia abordar sua missão, focando em um objetivo e não no produto/serviço.
    Falei sobre o que é uma Startup e liste 6 motivos para qualquer empresa se tornar uma.

  • Leonardo Goulart

    Bem legal o artigo. Traz questões diárias bem importantes e pouco em outros lugares. Parabéns.

  • Ricardo Sato

    Obrigado Matt pelo artigo escrito de forma bem “pé no chão”. De fato, concordo com quase (senão todos) os comentários anteriores (li todos). O artigo deu uma boa visão real e do dia a dia de início de uma empresa. Matt, se me permite …tenho algumas perguntas e se puder compartilhar, acho que vai continuar agregando no tema.
    1 – Como se proteger de cópias, hackers e direitos autorais (se é que cabem) para proteger seu produto e sua ideia enquanto ela está sendo maturada e desenvolvida antes do lançamento no mercado? INPI? Qual linha de advocacia procurar?
    2 – Desde o momento zero até que o negócio esteja provendo receitas para os sócios….vcs mantinham outro fluxo de renda pessoal? eram empregados CLT em outras empresas? Como conciliavam tempo na startup x “outros tempos” …ou foi dedicação integral a startup?

  • Marcos Augusto Soares de Aguia

    Matt, texto esclarecedor e realista. Me motivou ainda mais a abraçar os meus sonhos e objetivos, mas lembrarei de manter os meus pés no chão. Excelente leitura!

  • Wagner Silva

    Boa tarde, sou novo neste ramo, mas com uma boa ideia no ramo de start-up,acreditando que posso desenvolver mais no meu projeto,
    Tenho um protótipo já na terceira geração,onde chequei ao produto final,porém,preciso de um parceiro investidor,pois para chegar onde estou,me custou muito caro.
    O produto é do ramo aeronáutico com potenciais clientes em todo Brasil, 100% nacional e mais barato que a concorrência dos importados.
    Alem do produto,a manutenção posterior.
    Como e onde posso mostrar meu projeto a possível investidores?
    Obrigado