Guarde suas pedras até o final da leitura, por favor. Eu nunca fui muito fã da Bel Pesce. E, sinceramente, continuo não sendo tão fã assim do estilo dela. Só que isso não significa que eu não a admire pela sua competência e êxito em muitos aspectos. E, uma coisa você e eu precisamos aceitar definitivamente, mesmo que seja sentindo aquela pontada de dor no cotovelo: ELA SABE FAZER DINHEIRO*.

* Adendo pós-publicação: Vi um pseudo-erudito da metafísica criticando o “fazer dinheiro”. Se ele critica, é porque ou não faz dinheiro, ou não sabe o que é fazer dinheiro. Para ficar desenhado, fazer dinheiro significa obter resultado. Por mais que tente-se criminalizar o lucro, seja pelo motivo que for (a maioria das vezes inveja e fracasso, por isso essa lorota filosófica), a finalidade primeira de um negócio é faturar e obter lucro. 

E antes que você ache ruim e comece a me criticar, saiba que eu não estou reclamando de você. Não é uma reclamação da reclamação da reclamação. É apenas um convite para considerar a realidade por um prisma que talvez esteja enrustida ou escondida ali no canto e que estamos com pouca coragem de enfrentar ou, até mesmo, reconhecer.
Se você não faz idéia do que eu estou falando, deixe-me esclarecer. O que acontece é que existe uma avalanche de críticas as pessoas que trabalham nessa vertical chamada “motivacional“. Isso, os tais “Empreendedores de Palco“, ou seja, aqueles que tem uma fã page cheia de frases otimistas, que te jogam pra cima falando que o mundo é colorido e feliz (acho exagerei um pouco).
Sendo bastante sóbrio e sincero, encontro uma série de boas razões para as críticas que fazem quanto a forma de trabalhar de algumas dessas pessoas e também às críticas que fazem a alguns conteúdos que são compartilhados por elas. Certamente, o mundo dos negócios e a própria vida não é só alegria, coisa boa, algodão doce, etc. Mas, mesmo que a vida seja mesmo mais dura e difícil que as frases diárias do Caderninho da Bel, isso não significa que ela e outros não saibam fazer negócio ou não tenham nada de valor. Muito pelo contrário.

Então, por mais que eu e um monte de gente não goste desse modus operandi ou de qualquer pessoa que viva de palestras motivacionais e coisas similares, uma coisa é fato inegável: Muitos desses caras são verdadeiros profissionais. E não digo isso no mal sentido não. É no bom. Eles se prepararam. Estudaram a fundo uma vertical pouco explorada. Desenharam um plano de ação. Seguiram este plano à risca. Estão colhendo muitos frutos. E, obviamente, isso incomoda quem não está, digamos, se dando tão bem na exploração de sua respectiva vertical. Vamos aos fatos:

1. Identificaram um mercado, que é enorme

2013 Coachella Valley Music And Arts Festival – Day 2
Existe um mercado enorme. Sim, gigantesco. E esse mercado vai desde palestras para empresas a palestras abertas para o público em geral. MUITA GENTE está buscando motivação por diversos motivos diferentes. Augusto Cury tem seu o público que vai desde pessoas com casamento em crise a pessoas sofrendo de depressão. Eu conheço pessoas que tiveram suas vidas transformadas superando diversos obstáculos e crises por causa da literatura dele. A Bel Pesce, por exemplo, motiva as pessoas a empreender. E ela quase sempre apresenta o lado bom, a fantasia, o “perseguir os sonhos”. Eu não gosto muito, mas tem muita gente que, dependendo do momento que está vivendo, é ajudado verdadeiramente pelas frases e projetos dela.
Aproveitando, mesmo que não tenha nada a ver com o assunto aqui, digo o mesmo sobre a Fórmula de Lançamento do Érico Rocha. Eu conheço ao menos uma pessoa que usou e faturou mais de R$ 300.000,00 em um de seus lançamentos. E aí, como dizer que essas coisas não valem nada, não servem pra ninguém, só fazem mal? Acho cada vez mais difícil fazer isso de forma generalista e absoluta.
Como ia dizendo, essa vertical da motivação é um mercadão. E podemos reclamar o quanto quisermos, mas esse mercado vai continuar ali, enorme, clamando por mais um livro, por mais uma palestra, por mais um vídeo lendo a Carta do Mark Manson para o Brasil. Tem muita gente, não por ignorância, não por serem “tapados”, que gostam e consomem esse conteúdo “positivista” por opção. Eles querem e ponto. É tipo gosto musical. Tem gente que curte pagode. E os roqueiros então passam a odiar quem curte pagode, porque pagode “é ruim”. Mas será que é mesmo? Tá cheio de gente escutando, indo em shows, comprando DVDs. Há demanda. E há quem queira fazer ofertas para essa grande demanda.
Há pessoas que estudam esse mercado “motivacional” a fundo. Os que fazem isso com muito trabalho e dedicação, como em outros mercados, está fazendo dinheiro. E isso é, no mínimo, respeitável. Identificaram uma demanda verdadeiramente real e estão trabalhando diligentemente para conquistá-lo. Confesso, tiro o chapéu.

2. Montaram um time competente, que trabalha duro e gera resultados

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Esse ponto me chama muito a atenção. Os profissionais que estão trabalhando nessa área e áreas semelhantes (independentemente de o conteúdo deles ser bom ou não) fizeram questão de montar um bom time. Vejo o próprio Érico Rocha com um time, a Bel Pesce com um time, o Conrado Adolpho com um time e assim por diante.
E o time deles não é medíocre. Há pessoas extremamente competentes dentro desses grupos de pessoas. Cada um com sua especialidade. Portanto, esses profissionais trouxeram para perto de si exímios vendedores, especialistas em redes sociais, os “ex-SEOs” que sacam tudo de Page Rank, Google Trends, etc, caras muito bons de planejamento e lançamento de produtos, profissionais especialistas em redes de afiliados (e infoprodutos) como Hotmart (é uma startup situada no San Pedro Valley de muito resultado e enorme projeção na atualidade), especialistas em Ads no Facebook e Google, entre tantos outros.
E, sendo bem sincero, o que vemos na prática é que os caras são bons mesmo. E, talvez, isso possa ser uma das coisas que mais incomoda os outros. O fato de que existe um time muito competente por trás de cada nome capaz de vender muito bem e fazer um negócio parar de pé.
Quem dera startups dominassem o Marketing Digital como esses caras dominam. Quem dera startups tivessem essa competência para vender seu serviço/produto aos montes como esses “empreendedores de palco” conseguem vender. De cativar multidões, criar e manter fãs da sua marca. Dominar o mercado de afiliados, de lançamentos verdadeiramente impactantes. Percebe? Tem muita coisa boa para aprender com esse pessoal.

3. São extremamente focados em alcançar seus objetivos que são muito bem estabelecidos

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Outro ponto que admiro profundamente é o foco que essas pessoas possuem. Eles não tiram os olhos do alvo que estabeleceram por nada. É perceptível o quanto são comprometidos com os objetivos. Chega a ser assustador o tamanho da lealdade que nasce, desenvolve e se mostra entre eles ao longo do tempo. Poucos conseguem replicar em suas startups uma cultura e valores tão forte ao ponto de ter um time com essas características.
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Assim, vamos somando os elementos. Há um mercado enorme. Forma-se um time extremamente competente. Cria-se um planejamento meticuloso e detalhista para alcançar uma meta que está muito clara para todos da equipe. Portanto, com essas metas claramente traçadas, esse grupo de pessoas só para quando alcançarem os objetivos. Não tem videogame, não tem totó ou sinuca (até tem, mas é menos hype e mais descompressão realista). Tem é muito trabalho. Ralação dia e noite, pesquisas, correções no percurso, trabalho, trabalho e trabalho. Esse time só para quando a meta estiver batida e, de preferência, com um novo recorde a ser apresentado.
Isso, para mim, é um grande exemplo de foco. E de comprometimento também. Não são muitos os times que possuem esse espírito, essa gana de fazer as coisas acontecerem pra valer. Esse é um dos motivos que, de certa maneira, muitos acabam criticando, pois ou não possuem um time tão eficiente quanto esses profissionais possuem. Eu não tenho medo de falar: cada vez mais, busco ter um time parecido com este. Com essa vontade absurda de fazer acontecer e com esse foco enorme.

4. Não ligam para o que os outros dizem sobre eles

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Nós somos muito vaidosos. Nos preocupamos muito com o que falam de nós. Enquanto isso, Bel Pesce e Cia Limitada estão tão focados em bater a próxima meta que os #mimimi não chegam nem ali na esquina. Ninguém perde tempo lendo toda essa revolta. Pelo contrário. Enquanto alguns poucos estão reclamando da Bel Pesce, Geração de Valor e Érico Rocha, por exemplo, eles estão trabalhando duro e, PASMEM, fazendo dinheiro por meio desse suor todo. É isso mesmo. Enquanto você está lendo esse parágrafo, tenho certeza que algum infoprodutor vendeu mais um produto online (se o produto é bom ou ruim, o problema é deles. Eles que respondem para seus clientes e eles que se virem pra lá).
Muito disso acontece porque o foco desses caras é fazer o negócio dar certo. Eles não estão preocupados com a sua ou a minha opinião. Eles estão preocupados em entregar para seu público alvo. Estão focados em bater metas. Não em choramingar os comentários “negativos” que recebem no Facebook. Por isso, enquanto reclamam deles, eles vendem. Eles seguem com o planejamento e batem as metas.
E essa é uma lição muito interessante. Mostra como uma mente diligente, focada em uma meta não sucumbe por qualquer coisa. Essa força de vontade, esse esforço absoluto é algo que admiro muito.

5. Ganham dinheiro trabalhando duro

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Parece idiota, mas esse pessoal do “motivacional” entendeu que trabalho duro gera RESULTADO. E, tendo isso muito bem compreendido, aplicam da forma mais objetiva possível. Nada pode substituir o trabalho duro. NADA. Você, se quiser alguma coisa da vida, vai ter que ralar MUITO. Idem para mim. Sem trabalho duro, sem muito foco, muito suor e esforço, não tem como ter resultado de verdade.
É tão simples assim. Se você plantar laranja você vai colher laranja. Se você plantar muita laranja, vai colher muita laranja. Se plantar pouco, vai colher pouco. Não adianta chorar, não adianta reclamar com Deus, colocar a culpa na falta de chuva, etc. Você não pode mudar o fato de que o resultado só vem com trabalho duro e que, normalmente, o resultado costuma ser proporcional a dedicação, foco e esforço que você realiza de fato.

E isso é inegável. A galera que está explorando a vertical “motivacional” faz isso muito bem. Mais uma vez, enquanto muitos os criticam aqui e ali, eles seguem irremovíveis da convicção que trabalho duro gera RESULTADO. E essa é uma lição e tanto para mim e para você.

Conclusão

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Enquanto a internet está cheia de gente esperneando contra, tem gente trabalhando com disciplina e de maneira incrivelmente sistemática para alcançar objetivos práticos. Se focinho de porco não é tomada é um problema que, no final, somente aquele que está fazendo o seu poderá responder ou dar razão de ser. Por isso, quanto mais você e eu focarmos em fazer as coisas acontecerem, melhor. Se você não gosta da vertical “motivacional”, ignore ela. Apague da sua mente. Bloqueie no Facebook, delete do seu Whatsapp, apague do seu Snapchat.
Tire proveito de absolutamente tudo de útil que Bel Pesce e similares fazem. Tem MUITA COISA boa para aprender, para se inspirar (no melhor dos sentidos), para implementar no seu próprio negócio. Aquilo que for ruim, você pode simplesmente ignorar e deixar de lado. Mas não ache que é 8 ou 80. Não deixe de lado tudo, afinal eu tenho certeza que alguma coisa boa há e, por isso, algum proveito terá para você e assim como tem para mim.
Não custa nada repetir. Mas eu sei que tem muita gente picareta nesse mercado. Tem mesmo. No mundo das startups também tem. E em todo mercado sempre teve e sempre terá os fakes. Mas isso não significa que, automaticamente, todo mundo que está num mercado seja mesmo um charlatão. Porque de fato não é assim que funciona. Tem gente boa e competente em praticamente tudo quanto é tipo de mercado assim como temos pessoas de má fé em praticamente todo tipo de mercado que conhecemos. Cabe, em muito, aos bons profissionais, elevarem a vara e manterem o padrão de qualidade alto. Assim, sempre haverá uma barreira de entrada bem alta para quem não busca o mesmo nível de qualidade.

Finalizando, viva sua vida em paz. E deixe os outros trabalharem e fazerem o dele. É claro que devemos ser pessoas críticas, que analisam e fazem um bom julgamento das coisas. Isso é correto. O que não pode acontecer é uma crítica equilibrada sobre um aspecto específico virar linchamento virtual. O que não podemos nos permitir é nos tornarmos críticos profissionais. Sem perceber, muitas vezes, torramos horas e horas na internet ou numa mesa de bar detonando e criticando alguém. É quase que uma profissão de criticar 24 horas por dia, 7 dias da semana. Nossa vida vira perseguir o fulano e o ciclano porque eu não gosto deles e porque eu acho isso e aquilo a respeito do trabalho que eles fazem. Se você ou eu fazemos isso, precisamos então, urgentemente, parar de reclamar da Bel Pesce e comecar logo a trabalhar, porque mesmo que houvesse alguma razão justa e conseguíssemos “tirá-la dos palcos”, no mesmo dia um ávido e fiel companheiro de críticas infindáveis subiria neste mesmíssimo palco e começaria a fazer o mesmo que a 5 minutos atrás tanto condenava e criticava.

Dica bônus (foi mal, não resisti hehe)

Brincadeiras com o título a parte, tem um TED que já publiquei no Vida de Startup que eu gosto muito. Nele, a Amy Cuddy mostra o quanto a nossa postura, gestos e fala influenciam nosso corpo. Ficar praguejando, criticando negativamente, etc acaba fazendo mal pra nós mesmos. Por isso, aprender a ser mais moderado nas críticas e não viver apenas disso acaba sendo tão importante. Quem se afunda num quadro deste tipo acaba transformando seu corpo e seu ser num completo resmungão. Tipo a Hiena Hardy: